Trânsitos do húmus: perspectivas coloniais entre Caetano Campo e Raul Brandão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/abriluff.v18i36.69950

Palavras-chave:

Húmus, Caetano Campo, Raul Brandão, Literatura colonial, Literatura moçambicana

Resumo

Este artigo pretende abordar a obra Nyaka (Humus) — poemas bárbaros (1942), de Caetano Campo, português radicado em Moçambique, refletindo acerca dos usos da palavra “húmus” no contexto das literaturas africanas e acerca do diálogo que ela estabelece com a obra Húmus (1917), de Raul Brandão, escritor português. Para tanto, será discutida a inscrição crítica de Caetano Campo na história da literatura moçambicana, a correspondência e os usos da palavra “húmus”, afim tanto a um propósito lusotropicalista na crítica de Amândio César quanto a uma acepção revolucionária na poesia de Agostinho Neto. Posteriormente, o artigo concentrar-se-á na constituição do significado estético de “húmus” ou “nyaka” no interior da obra de Campo e, por fim, investigará os diálogos possíveis de serem estabelecidos entre a obra de Moçambique e a obra de Brandão.

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Biografia do Autor

  • Ubiratã Roberto Bueno de Souza, Universidade de São Paulo (USP)

    Professor de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo. Possui doutorado (2019) e mestrado (2014) e bacharelado em Letras (2012), pela Universidade de São Paulo (USP). Desenvolve pesquisa de crítica literária e suas interfaces com a história social e sociologia histórica, investigando os estudos africanos e as literaturas africanas de língua portuguesa. É autor do livro Entre armas e palavras: literatura e guerra civil em Moçambique (EdUFABC, 2017), e de capítulos de livro e artigos científicos.

  • Gabriel Fallaci Fernando, Universidade de São Paulo (USP)

    Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal de São Carlos, pesquisando a obra de Raul Germano Brandão, suas reverberações e conexões com outros autores e áreas do saber. Mestre em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo.

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Publicado

2026-07-31

Como Citar

Trânsitos do húmus: perspectivas coloniais entre Caetano Campo e Raul Brandão. (2026). Abril – NEPA UFF, 18(36), 59-76. https://doi.org/10.22409/abriluff.v18i36.69950