Adventícios, nomeações discricionárias e substituição de governantes em uma província do Império do Brasil: a exoneração de Francisco Ferreira Correia do cargo de presidente do Espírito Santo (1872)
DOI :
https://doi.org/10.15175/vfy56z34Mots-clés :
administração provincial, cargos públicos, elites regionais, Província do Espírito Santo, Segundo ReinadoRésumé
Neste artigo desenvolve-se uma análise das razões da exoneração do bacharel paranaense Francisco Ferreira Correia (1834-1876) do cargo de presidente da Província do Espírito Santo em 1872. Em um sentido amplo, a finalidade deste trabalho consiste em avançar no entendimento da natureza dos impasses nas relações entre os membros das elites regionais e os adventícios nomeados pelo Governo Imperial do Brasil para exercerem o cargo de presidente de província. Há dois argumentos sustentados neste trabalho. Primeiro, é demonstrado que um fator que levou à destituição de Correia do mencionado cargo foi a oposição movida pelos líderes locais do Partido Conservador, os quais permaneceram afastados das políticas de nomeações para funções temporárias na administração do Espírito Santo no período em que Correia governou a província. Segundo, destaca-se que, em boa medida, os principais aliados de Correia no Espírito Santo eram filiados ao Partido Liberal. Uma parcela desses correligionários obteve postos na administração pública por meio de nomeações efetuadas por aquele bacharel. As fontes empregadas na confecção deste estudo consistem em jornais de circulação local, os quais contém informações abundantes sobre os fatores e as consequências dos conflitos políticos surgidos no Espírito Santo no início dos anos 1870.
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