Les femmes dans la criminologie positiviste de João Vieira de Araújo (1884-1920)

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.15175/btqgkw27

Mots-clés :

Cesare Lombroso, viol, genre, prostituée, violence

Résumé

Cette recherche examine la pensée criminologique positiviste du juriste et homme politique João Vieira de Araújo, professeur à la Faculté de droit de Recife. Développée en Italie par Cesare Lombroso, la criminologie positiviste a été reprise au Brésil par divers intellectuels, notamment des médecins et des juristes qui, comme Vieira, ont soutenu ses idées principales dans le domaine pénal et concernant les femmes. S'appuyant sur la théorie de l'analyse du discours, cet article présente les idées centrales de João Vieira de Araújo sur les femmes de 1884 à 1920. Il est clair que l'auteur a utilisé les postulats de la criminologie positiviste pour renforcer les stéréotypes et imposer des rôles de genre, contribuant ainsi à la construction de la figure de la « femme idéale » et à la représentation des prostituées comme son contraire.

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Biographie de l'auteur

  • Camila Damasceno de Andrade, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil

    Professora de Direito Penal e Processo Penal do Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutora em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) da UFSC. Mestra em Direito pelo PPGD/UFSC (2017), na área Direito, Estado e Sociedade. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014). Coordenadora do Grupo de Pesquisa Gênero e Controle Penal (GCP). Integrante dos grupos de pesquisa Observatório de Justiça Ecológica (OJE) e Interseccionalidades e Decolonialidade nas Relações Internacionais (INDERI). Realiza pesquisa nas áreas de Direito Penal e Direito Processual Penal, Criminologia, estudos de gênero e feminismo.

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Publiée

2025-10-12

Comment citer

Les femmes dans la criminologie positiviste de João Vieira de Araújo (1884-1920). (2025). Passagens: Revista Internacional De História Política E Cultura Jurídica, 17(3), 462-482. https://doi.org/10.15175/btqgkw27