O dia que durou 21 anos em 2013: reflexões sobre a memória e a história política do tempo presente
DOI:
https://doi.org/10.15175/10h2mq67Palavras-chave:
ditadura militar, história do tempo presente, história política, Nova RepúblicaResumo
O dia que durou 21 anos é um documentário longa-metragem. Foi lançado no ano de 2013, em uma conjuntura política muito específica. Neste texto, tentamos refletir sobre aquele período que parece o marco de um deslocamento na memória referente à Ditadura Militar, aqueles que foram os vencedores por meio das armas voltaram a disputar também as interpretações históricas sobre o período da Ditadura. Os realizadores do filme, Camilo Tavares e seu pai Flávio Tavares, fornecem nossas fontes principais em intervenções e entrevistas, mobilizando memórias e representações que nos permitem refletir sobre a conjuntura política do período em que o filme foi lançado sob a ótica da História Política e da História do Tempo Presente. Nossa hipótese de trabalho é que a ausência de justiça, com relação às violações dos direitos humanos do período da ditadura 1964-1985, colocou as esquerdas brasileiras diante de um dilema, no qual existe a necessidade de um contínuo trabalho de lembrança impossibilitado de atingir o patamar de uma justa memória. A ausência de punição dos violadores de direitos humanos também é indicativa da inexistência de força política para se tentar reverter efetivamente os danos sociais da modernização conservadora implementada pelos governos militares.
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Fonte
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