Antropolitica - Revista Contemporanea de Antropologia https://periodicos.uff.br/antropolitica <p>A Antropolítica – Revista Contemporânea de Antropologia do Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense, ISSN 2179-7331, é uma revista científica que tem como objetivo a publicação de artigos e resenhas relevantes para o campo da Antropologia e áreas afins.</p> <p>A Revista Antropolítica, qualificada como A2 pela Capes desde 2013, está em processo de inserção nos principais diretórios e indexadores nacionais e internacionais que contemplam as Ciências Sociais e, em particular, a Antropologia.</p> <p>Até o momento, a Antropolítica está nas seguintes bases indexadoras:</p> <p><a href="https://doaj.org/toc/2179-7331?source=%7B%22query%22%3A%7B%22filtered%22%3A%7B%22filter%22%3A%7B%22bool%22%3A%7B%22must%22%3A%5B%7B%22terms%22%3A%7B%22index.issn.exact%22%3A%5B%222179-7331%22%5D%7D%7D%5D%7D%7D%2C%22query%22%3A%7B%22match_all%22%3A%7B%7D%7D%7D%7D%2C%22size%22%3A100%2C%22sort%22%3A%5B%7B%22created_date%22%3A%7B%22order%22%3A%22desc%22%7D%7D%5D%2C%22_source%22%3A%7B%7D%7D" target="_blank" rel="noopener">DOAJ</a> - Diretório de periódicos de acesso aberto.</p> <p><a title="Antropolítica LatIndex" href="https://www.latindex.org/latindex/ficha?folio=20715" target="_blank" rel="noopener">LatIndex</a> - Sistema de informação acadêmica.</p> <p><a title="LivRe" href="http://antigo.cnen.gov.br/centro-de-informacoes-nucleares/livre" target="_blank" rel="noopener">LivRe</a> - Catálogo de periódicos.</p> <p><a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/2179-7331" target="_blank" rel="noopener">ROAD</a> - Diretório de recursos acadêmicos de acesso aberto.</p> <p><a title="Periódicos Capes" href="http://link.ezl.periodicos.capes.gov.br/sfxlcl41/journalsearch??param_selected_alphabet_header_save=latin_and_hebrew&amp;param_letter_group_script_save=&amp;param_current_view_save=table&amp;param_only_one_alphabet_header_exists_save=0&amp;param_textSearchType_save=contains&amp;param_chinese_checkbox_type_save=&amp;param_lang_save=por&amp;param_selected_alphabet_header_text_save=Latino+and+Hebreus&amp;param_letter_group_save=&amp;param_perform_save=journalsearch&amp;param_chinese_checkbox_save=&amp;param_services2filter_save=getFullTxt&amp;param_jumpToPage_save=1&amp;param_type_save=textSearch&amp;param_langcode_save=en&amp;param_category_search_type_value=browseSubCategory&amp;display_single_object=&amp;category_list=&amp;param_jumpToPage_value=&amp;param_type_value=textSearch&amp;param_letter_group_save=&amp;param_letter_group_value=&amp;param_ui_control_scripts_value=&amp;param_all_ui_control_scripts_value=&amp;selected_alphabet_header=latin_and_hebrew&amp;param_current_view_value=table%C2%AC_first_load_indicator=1&amp;param_pattern_value=antropol%C3%ADtica&amp;param_textSearchType_value=contains&amp;param_category_value=&amp;param_subcategory_value=&amp;param_vendor_value=" target="_blank" rel="noopener">Periódicos CAPES</a> - Portal de periódicos.</p> <p><a title="Periódicos UFF" href="http://www.uff.br/periodicos/index.php/lista-de-revistas/28-revista-antropolitica" target="_blank" rel="noopener">Periódicos UFF</a> - Portal de periódicos.</p> <p><a href="https://www.sumarios.org/revista/antropol%C3%ADtica" target="_blank" rel="noopener">Sumarios.org</a> - Sumários de revistas brasileiras.</p> <p>Métricas de citação:</p> <p><a title="Índice h5" href="https://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&amp;authuser=3&amp;user=rKWN2gIAAAAJ">Índice h5</a></p> <p>Com periodicidade quadrimestral, cada número é composto por um Dossiê temático, organizado por um docente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia, uma seção de artigos de temática livre, uma seção intitulada de Olhares Cruzados, com o propósito de abrigar artigos que contribuam para a refl exão sobre diálogos internacionais, uma seção intitulada Trajetórias e Perspectivas, voltada para a publicação e divulgação de artigos e ensaios que abordem reflexões sobre o fazer antropológico, a partir das experiências e trajetórias de antropólogos brasileiros e estrangeiros, bem como do histórico de constituição e/ou consolidação de áreas ou campos de pesquisa no Brasil e em outros países. A seção pode incluir trabalhos oriundos de memoriais, entrevistas, ensaios, homenagens, entre outros artigos e/ou ensaios, que permitam conhecer e discutir perspectivas específicas do campo da Antropologia e das Ciências Sociais. E, por fim, uma seção composta por resenhas.</p> <p>Todas as colaborações recebidas serão submetidas a pareceristas. Entretanto, os colaboradores interessados deverão submeter seus artigos de acordo com as normas de publicação científica (6022/2003 e 6021/2003). Poderão ser publicados textos escritos originalmente em espanhol, francês ou inglês, exceto aqueles que não forem inéditos. Nesse caso, o artigo deverá ser traduzido para o português.</p> Programa de Pós-Graduação em Antropologia pt-BR Antropolitica - Revista Contemporanea de Antropologia 1414-7378 <p>O conteúdo da revista Antropolítica, em sua totalidade, está licenciado sob uma Licença Creative Commons de atribuição CC-BY (<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt">http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt</a>).</p> <p>De acordo com a licença os seguintes direitos são concedidos:</p> <ul> <li>Compartilhar – copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato;</li> <li>Adaptar – remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial;</li> <li>O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.</li> </ul> <p>De acordo com os termos seguintes:</p> <ul> <li>Atribuição – Você deve informar o crédito adequado, fornecer um link para a licença e indicar se alterações foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer maneira razoável, mas de modo algo que sugira que o licenciante o apoia ou aprova seu uso;</li> <li>Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.</li> </ul> Antropologia, Educação e Ética: desafios no e do campo científico https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/42067 <p>A releitura de dois dossiês com a temática antropologia da/e educação busca demonstrar os caminhos trilhados por antropólogos e pesquisadores em educação quando adotam a etnografia no âmbito de suas pesquisas. Em tela, um campo científico em construção: a antropologia da/e educação. O texto expõe as alternativas presentes no fazer etnográfico de pesquisadores que atuam na relação entre esses dois campos científicos. Considera-se que as escolhas teóricas possibilitam uma diversidade de resultados porque são dependentes dos princípios e das ferramentas adotadas no fazer científico de cada campo. Quais são tais princípios e ferramentas? Quais suas possibilidades e quais seus limites?</p> Neusa Maria Mendes de Gusmão Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a42067 Folha de rosto https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/47781 Comitê Editorial Copyright (c) 2020 Comitê Editorial https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a47781 KHOTARI, Ashish; SALLEH, Ariel; ESCOBAR, Arturo; DEMARIA, Federico; ACOSTA, Alberto. Pluriverse: a post-development dictionary. Nova Delhi: Tulika Books, 2019. https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/45508 <p>Resenha da obra Pluriverse: a post-development dictionary, de Ashish Khotari, Ariel Salleh, Arturo Escobar; Federico Demaria e Alberto Acosta. A coletânea reúne mais de 100 verbetes de autores, escolhidos e convidados por serem pesquisadores e/ou ativistas engajados com lutas e movimentos sociais do Sul global, e comprometidos com uma perspectiva decolonial e crítica das estruturas do sistema capitalista, da modernidade ocidental e do patriarcado. A partir dessa linha, o livro propõe uma compilação de conceitos, visões de mundo e práticas que se opõem à ontologia eurocêntrica universalista, apresentando alternativas transformadoras para os processos atualmente dominantes de desenvolvimento globalizado.</p> Viviane Kraieski de Assunção Andréia Gimenes Amaro Copyright (c) 2020 Antropolitica - Revista Contemporanea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a45508 “Agora quer ser rica?”: negociações cotidianas sobre classe e mobilidade social entre estudantes universitárias https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/42062 <p>O objetivo do artigo é refletir sobre narrativas cotidianas de classe e mobilidade social a partir da experiência universitária de estudantes mulheres em duas faculdades privadas na cidade de São Paulo (SP). Em comum, todas as estudantes são a primeira geração de suas famílias a cursar essa etapa de ensino. A partir de pesquisa etnográfica realizada com 21 estudantes entre 2015 e 2018, selecionei narrativas presenciais (por meio de entrevistas e conversas) e narrativas online (por meio de debates escritos e imagéticos em redes sociais) a fim de refletir sobre as negociações em relação aos marcadores de classe social e às perspectivas de mobilidade. O artigo destaca, em primeiro lugar, como as percepções de classe são negociadas no cotidiano, ora aparecendo por meio de um sistema binário de classificação – “<em>pobres</em>” versus “<em>ricos</em>” -, ora aparecendo por meio de categorias mais nuançadas, com ênfase nas frações médias. Em segundo lugar, analisa as expectativas cotidianas sobre mobilidade social, tendo em vista que, mais do que o desejo de ascender socialmente, as estudantes tinham como meta conseguir “<em>trabalhar na área</em>”, revelando a polissemia da busca do diploma, mesmo em um contexto marcado por expansão e subsequente crise do ensino superior no Brasil.</p> Renata Mourão Macedo Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a42062 As narrativas do movimento negro no campo político brasileiro: do protesto à política institucionalizada https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/42029 <p>A aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, em 2010, representou um avanço no debate das questões raciais no Brasil. As narrativas usadas pelo movimento negro tiveram um papel estratégico nesse processo. Nesse artigo, examinamos as narrativas através das quais o movimento negro se legitimou como um ator político legítimo. Buscamos contribuir para a literatura dos movimentos sociais trazendo as narrativas como estratégias essenciais para pautar demandas e atingir resultados na sua relação com o Poder Público. Utilizamos como fontes de informação entrevistas com representantes do movimento negro e documentos disponíveis. O estudo mostra que os ativistas operaram dentro dos limites discursivos do campo político e aproveitaram as oportunidades políticas sinalizadas pelo Estado, reconhecendo-os e legitimando-os como agentes políticos. Enfatizamos também, as circunstâncias que possibilitaram a unificação de um discurso e a concertação para uma narrativa para que os negros se tornassem protagonistas nesse debate.</p> Joana Tereza Vaz de Moura Paulo Cesar Ramos Copyright (c) 2020 Antropolitica Revista Contemporanea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a42029 Control estatal de vendedores callejeros en Río de Janeiro y en la Ciudad de Buenos Aires: una aproximación comparativa a la relación entre vendedores y agentes de control https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/42014 <p>Este trabajo es resultado de una experiencia de trabajo de campo realizada entre vendedores callejeros (camelôs) en una zona del centro de la ciudad de Río de Janeiro (Brasil), producto de una instancia de intercambio de doctorado llevada adelante por la autora en dicha ciudad. El artículo indaga en los efectos que las prácticas de los agentes de la Guardia Municipal tienen sobre los camelôs de aquella zona, particularmente en las percepciones y las valoraciones que éstos tienen sobre las mismas, así como también en las reacciones y acciones de respuesta que despliegan. Asimismo, se establecen comparaciones con lo indagado respecto a las relaciones entre distintas agencias estatales y vendedores callejeros de la Ciudad de Buenos Aires (Argentina). Partiendo de las formas en las que los sujetos reaccionan y responden frente a las prácticas de control y represión de las agencias estatales que recaen sobre ellos, puntualmente, este trabajo se pregunta acerca de la legitimidad/ilegitimidad de las prácticas de los agentes estatales desde la perspectiva de los vendedores, enfocándose -aunque no exclusivamente- en lo que hace al uso de la fuerza por parte de los agentes. A partir de allí, el artículo busca, a su vez, aproximarse al modo en que los vendedores otorgan sentido a las actividades que realizan e indaga en laspercepciones sobre derechos que circulan entre los vendedores en cada uno de los espacios sociales analizados.</p> Sofía Belcic Copyright (c) 2020 Antropolitica Revista Contemporanea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a42014 Mulheres indígenas, ensino superior e colonialidade de gênero https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/42048 <p>A partir das narrativas de mulheres indígenas no ensino superior, refletimos sobre as suas vivências de múltipla discriminação: pela sua etnia, por serem mulheres, jovens e carentes. Objetivamos salientar as especificidades dos empecilhos enfrentados por essas mulheres para efetivar o direito à educação. A análise toma como referencial as políticas de cotas, a colonialidade de gênero, o racismo institucional e os feminismos. Optamos por uma abordagem mista para a coleta dos dados analisados, que se apoiou na realização de entrevistas, na análise documental e na observação participante. Destacamos a riqueza analítica do pensamento das mulheres indígenas brasileiras, sobretudo, no tocante aos desdobramentos do patriarcado e do racismo institucional enquanto barreiras estruturais à garantia efetiva de direitos.</p> Elizabeth del Socorro Ruano-Ibarra Victoria Miranda da Gama Oliveira Copyright (c) 2020 Antropolitica Revista Contemporanea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a42048 Obstáculos na ‘Pista Livre’: Algumas Considerações sobre a Pragmática dos Dispositivos da ‘Lei do Trânsito’ no Rio de Janeiro https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/42707 <p>O objetivo deste texto é analisar alguns dispositivos sensíveis do que chamo de lei do trânsito, a lógica moral efetivamente operada pelos envolvidos nos deslocamentos do trânsito na cidade do Rio de Janeiro – e que se coordena e/ou muitas vezes entra em conflito com a lei de trânsito, normatividade oficial destinada a regrar esse cenário. A pesquisa consistiu em um ano de observação etnográfica móvel em deslocamentos por automóvel pela cidade, observando-se <em>in loco</em> as interações entre vários tipos de unidades móveis (automóveis, motocicletas, bicicletas, pedestres etc.) e privilegiou uma observação radicalmente compreensiva desse mundo, a fim de descrever sua pragmática em seus próprios termos. Com isso, percebeu-se um conjunto de comportamentos fundados em um engajamento ao mesmo tempo variante (passando-se de uma a outra) e misto (coordenando-se entre si) entre três formas: um <em>engajamento no plano</em>; um <em>engajamento exploratório</em>; e aquilo que aqui denomino <em>engajamento circunstancial</em>. O plano é representado por um conjunto de comportamentos visando se chegar a um destino, e em relação ao qual outros elementos desse cenário são tratados como obstáculos a serem evitados. A atividade exploratória determina um fluxo tateante entre crítica industrial (a lei de trânsito não é realista) e crítica inspirada (o outro “não sabe dirigir”, isto é, não é hábil e criativo para desviar dos obstáculos e não se tornar um). E o engajamento circunstancial pressupõe uma coordenação com o mundo e os outros em termos das contingências à medida que aparecem.</p> Alexandre Vieira Werneck Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a42707 Apresentação: Mercados Populares, Ilegalismos e suas Regulações pela Violência https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/47749 <p>O texto versa sobre os mercados dos ilegalismos, considerados estruturantes e distintivos das economias <em>neocoloniais</em>, <em>periféricas</em>, <em>dependentes</em> ou <em>subdesenvolvidas</em> ou, paradoxalmente, parte do “museu de grandes novidades” da racionalidade política contemporânea descrita enquanto <em>neoliberal</em>. Os autores discorrem sobre como estes, ao acolherem populações pobres, periféricas, migrantes ou refugiadas, se transformam em universo relacional cada vez mais complexo, tendo a dimensão da <em>violência</em> em permanente mutação, dependendo dos interesses e processos legitimadores do uso da força, ao mesmo tempo que compondo e desafiando a ficção moderna da estatalidade. Dessa maneira, ela ora se estabelece como tecnologia de administrar conflitos, ora em mercadoria que se veicula para equilíbrio ou desequilíbrio das relações de poder em tais contextos, podendo desbordar para outros domínios relacionais da sociedade.</p> Lenin Pires Daniel Veloso Hirata Salvador Aranda Maldonado Copyright (c) 2020 Lenin Pires, Daniel Veloso Hirata, Salvador Aranda Maldonado https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a47749 Mercados informales y violencia(s) en Buenos Aires https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/43292 <p>En este artículo me interesa mostrar las múltiples formas que adquiere(n) la(s) violencia(s) en la constitución de los llamados mercados informales/ ilegales. El artículo recupera el material etnográfico de dos trabajos de campo desarrollados en Buenos Aires. Uno realizado entre 2002 y 2017 con recolectores informales de residuos -conocidos como <em>cartoneros </em>o <em>cirujas </em>– y otro hecho entre 2011 y 2017 con vendedores ambulantes. A partir de indagar en diferentes temporalidades y espacialidades de estas dos actividades quiero mostrar el modo en que la violencia es plural tanto en sus formas como en sus efectos. Me interesa señalar que la violencia es constitutiva de los circuitos de comercio.</p> Mariano Daniel Perelman Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a43292 “Somos civilizados, não precisamos da polícia”: a justiça popular no Haiti Central https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/43299 <p>Baseado em pesquisa etnográfica de longa duração realizada numa vizinhança rural fronteiriça, o artigo argumenta que no Haiti rural contemporâneo existem tanto entendimentos culturalmente específicos de legitimidade e de soberania quanto dispositivos securitários independentes do Estado, inclusive para punição a infratores. As vizinhanças são capazes de exercer certo grau de controle sobre a circulação de pessoas e de mercadorias, mesmo quando agem contra o Estado (como no caso do contrabando), que em muitas instâncias não possui capacidade logística para lhes fazer frente e impor seus desígnios. As vizinhanças são moralmente pautadas por um senso de justiça que opera em grande medida à margem do ordenamento jurídico, cuja máxima expressão é o linchamento de ladrões.</p> Felipe Evangelista Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a43299 Operários da firma: mundo do trabalho no mundo do crime https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/43306 <p>O objetivo desse artigo é explorar as dimensões simbólicas de um mercado de trabalho bastante singular, as práticas que o constituem são penalmente tipificadas como tráfico de drogas. Entretanto, para um grupo restrito de garotos pobres, essas atividades também são percebidas como âmbitos laborais e, portanto, dotadas de alguma legitimidade. O interesse do artigo é problematizar o tema das fronteiras entre o legal e o ilegal, em especial a relação entre tráfico e trabalho, a partir de uma reflexão sobre as narrativas de alguns jovens traficantes do Rio de Janeiro.</p> Diogo Lyra Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a43306 Economias-Políticas Marginais: Produtividade Policial, Vizinhanças Radicais e a (Re)Produção Cotidiana das Desigualdades em uma Favela de Niterói-RJ https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/42704 <p>Qual é a política da segurança, para além da política de segurança pública? A polícia justifica sua existência profissional pela atribuição de fiscalizar e garantir a adesão dos indivíduos a um determinado regramento, seja ele legal ou consuetudinário. A lei, entretanto, não é capaz de antever todas as condutas concretas dos sujeitos, e a polícia, por sua vez, também não é sua mera replicadora. Seu espectro de intervenção (o que a polícia de fato faz) supera de longe o argumento que justifica a legalidade de suas ações e seus objetivos manifestos. No caso do Morro do Palácio, uma favela de Niterói, busquei apresentar os efeitos de repercussão da atuação policial para além de suas consequências imediatas sobre o cotidiano da favela, explorando sua dimensão política e seus potenciais rendimentos econômicos, entre o legal e ilegal. Nesse sentido, busquei destacar o papel da segurança no funcionamento de dispositivos de reprodução da estrutura das desigualdades e seus rituais de desigualação em sua operação insidiosa sob o manto da democracia participativa brasileira. Essas forças de conservação na mudança, trabalhando fortemente ancoradas no cotidiano <em>palaciano</em>, participavam da (re)produção do <em>status quo</em> da desigualdade social e da exclusão na cidade de Niterói. Em última análise, como mais tarde se tornou claro, a interação dessas forças resultava em uma elaborada técnica de governo, uma economia que tinha seu lado visível, beneficiando oligarquias políticas e econômicas, mas também jogava uma mão oculta nas sombras da ilegalidade, criando um ambiente lucrativo para todos os tipos de oportunistas da insegurança.</p> Elizabete Ribeiro Albernaz Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a42704 Ladrões e caçadores: sobre um carro roubado em São Paulo https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/43304 <p>Trabalhos seminais como os de Knowles (2014) e de Tsing (2005) elevaram a tradição do estudo da trajetória de objetos a uma escala transnacional, e teoricamente inovaram ao focar não apenas nas jornadas como conectores fundamentais para a compreensão do mundo social, mas nos efeitos teóricos dessa operação metodológica. Para muito além da ideia de fluxos, assemblages e linhas de força descarnadas, as autoras propõem uma teoria imersa em situações empíricas concretas. Neste artigo, buscamos analisar as relações entre violência, mercados ilegais, desigualdades, seguro e proteção patrimonial, a partir da trajetória de um carro roubado, recuperado por uma das principais seguradoras do país.</p> Gabriel Feltran Deborah Fromm Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a43304 Ação entre amigos: relações entre banqueiros do bicho e milícias nas disputas político-econômicas da contravenção https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/42705 <p>O mercado de jogos de apostas ilegais no Rio de Janeiro possui diversas formas de ser abordado. Neste trabalho, busca-se compreender e analisar a relação entre dois grupos distintos, porém complementares, denominados de banqueiros do jogo do bicho e milicianos que administram com mãos de ferro o monopólio desse mercado. Disputas por esse controle envolve a produção de alianças voláteis que se consolidam e se desfazem à medida que os interesses político-econômicos se voltam para a dominação territorial de partes da cidade. Respeitando estruturas hierárquicas e disciplinares, o mercado adquiriu formas empresariais de manter-se lucrativo a partir de valores comuns entre tais os grupos. Além disso, as relações de parentesco e afinidade explicitam o modo com o qual os controles do jogo encontram-se circunscritos entre pequenos grupos inserindo a prática do apadrinhamento como peça inerente a estrutura macropolítica desse mercado.</p> Rômulo Bulgarelli Labronici Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a42705 “Lavo, passo e cozinho na sua casa e pros seus filhos, mas meu filho que mora comigo fica largado na favela”: reflexões sobre suspeição e precariedade nos casos do “cria de favela” e da “empregada doméstica” https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/43310 <p>Neste artigo discutiremos precariedade e suspeição a partir de pesquisas distintas, uma realizada em lugares chamados de “favela<em>” </em>na Cidade do Rio de Janeiro e outra nas Varas do Trabalho da cidade de Niterói. A precariedade, para além de seu significado jurídico, será abordada como um dispositivo de poder na desigualação de sujeitos ao acesso a direitos e em relação às posições ocupadas na hierarquia social brasileira. Com a utilização de dados empíricos, bem como com a interlocução de teorias produzidas por outros pesquisadores a respeito do tema, discutiremos como esse processo de precarização permite e sedimenta justificações no espaço público e no convívio social para a demarcação de direitos desiguais, bem como para capitalizar um material simbólico que legitima uma atuação arbitrária do Estado frente às demandas sociais dos considerados precários.</p> Gabriel Borges da Silva Fábio Medina Gomes Copyright (c) 2020 Antropolítica Revista Contemporânea de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-12-22 2020-12-22 50 10.22409/antropolitica2020.i50.a43310