Following in single file: symbolic dimensions of “popular support”, “trust”, and political polarization in the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra March

Authors

DOI:

https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v58.i2.a69326

Keywords:

Trust, Popular support, Polarization, March, Mystique.

Abstract

In this article, I reflect on the symbolic dimensions projected through the “Lula Livre National March” organized by the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra in August 2018, on the outskirts of Brasília, in the Federal District, with the aim of demonstrating political support for former president Lula. Thus, I address the sociopolitical context of polarization that preceded the Brazilian presidential election in the same year and the rise of the far-right to the Executive branch. The analysis has as its starting point the description of the days of protest, which I joined as a “marcher” and member of the communication team, during the field research carried out for my doctoral thesis and its developments, which are being pursued in subsequent postdoctoral research. Based on the description, I discuss the political symbolism built around “popular support”, which the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra projects as representation through the gathering and mobilization of encampment dwellers, settlers, and activists of the movement. Subsequently, I analyze the symbolic dimension constructed around the structural organization of the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, based on a commitment to the movement’s own sociality, which continuously demands the reaffirmation of militant engagement as a guarantee of “trust” and fuels its operational “mystique”.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Mariana Pitasse Fragoso, Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Universidade Federal Fluminense

    Pesquisadora de Pós-doutorado vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense e ao Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos. Doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense.

References

ALENCAR, Francisco Amaro Gomes de; DINIZ, Aldiva Sales. MST – CEARÁ, 20 ANOS DE MARCHA. Mercator, Fortaleza, v. 9, n. 20, p. 133-148, 2011. Disponível em: http://www.mercator.ufc.br/mercator/article/view/552. Acesso em: 18 set. 2025.

BARBOSA, Bernardo; MAIA, Gustavo. Marcha pró-Lula reúne 10 mil pessoas para registro de candidatura. UOL, [s. l.], 15 ago. 2018. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/08/15/marcha-pro-lula-chega-ao-tse-para-registro-de-candidatura-do-petista.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em: 18 set. 2025.

CALDART, Roseli. Pedagogia do Movimento Sem Terra. Petrópolis: Vozes, 2000.

CHAVES, Christine. A Marcha Nacional dos Sem-Terra: um estudo sobre a fabricação do social. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2000.

CHAVES, Christine. Rituais da Mística. A mística do MST e as aporias da ação coletiva. Revista de Antropologia, São Paulo, v. 65, n. 3, p. e197973, 2022. Disponível em: 10.11606/1678-9857.ra.2022.197973. Acesso em: 19 set. 2025.

CHAVES, Christine. Rituais da Mística. Fronteiras borradas entre política e religião. Mana, Rio de Janeiro, v. 27, p. 1-33, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/mana/a/GhdKNHGkmzSycjN8HDnRXDr/?lang=pt. Acesso em 19 set. 2025b.

COMERFORD, John. Fazendo a luta: sociabilidade, falas e rituais na construção de organizações camponesas. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.

COSTA, Maria da Graça Silveira Gomes da; SCHWADE, Elisete. Discursos e feminismos em movimento entre a Marcha Mundial das Mulheres e o MST. Revista Sociais e Humanas, [s. l.], v. 25, n. 2, p. 221–230, 2012. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/sociaisehumanas/article/view/2863. Acesso em: 19 set. 2025.

FRAGOSO, Mariana Pitasse. “Confiar, desconfiando”: uma etnografia sobre confiança, política e informação em um jornal alternativo. Rio de Janeiro: Autografia, 2024a.

FRAGOSO, Mariana Pitasse. Jornalista, antropóloga ou nativa? Desafios éticos teóricos e metodológicos sobre múltiplas inscrições no campo de pesquisa. Aceno - Revista de Antropologia do Centro-Oeste, Cuiabá, v. 11, n. 27, p. 383-400, 2024b. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/aceno/article/view/18384. Acesso em: 20 set. 2025.

FRAGOSO, Mariana Pitasse. “Mais que uma ideia na cabeça”: mística, luta e confiança em torno do boné do MST. Temáticas, Campinas, v. 32, n. 63, p. 192-219, 2024c. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/18490. Acesso em: 20 set. 2025.

GEERTZ, Clifford. Uma descrição densa: por uma teoria interpretativa da cultura. In: GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989. p. 13-41.

LIMA, Wesley. “Este é o momento de tomar partido”: Há poucos dias das eleições, Gilmar Mauro, do MST, convoca os trabalhadores para luta nas urnas. MST, [s. l.], 3 out. 2018a. Disponível em: https://mst.org.br/2018/10/03/este-e-o-momento-de-tomar-partido/. Acesso em: 18 set. 2025.

LIMA, Wesley. Mais de 50 mil pessoas registram a candidatura de Lula e denunciam a retirada de direitos. MST, [s.. l.], 15 ago. 2018b. Disponível em: https://mst.org.br/2018/08/15/mais-de-50-mil-pessoas-registram-a-candidatura-de-lula-e-denunciam-a-retirada-de-direitos/. Acesso em: 18 set. 2025.

LOERA, Nashieli. Tempo de acampamento. São Paulo: Editora UNESP, 2014.

LULA tem 39% das intenções de voto e poderia vencer no 1º turno, aponta Vox: Pesquisa encomendada pela Central Única dos Trabalhadores foi divulgada nesta segunda-feira (28). Brasil de Fato, [s. l.], 28 maio. 2018. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2018/05/28/lula-tem-39-das-intencoes-de-voto-e-poderia-vencer-no-1o-turno-aponta-vox/. Acesso em: 18 set. 2025.

KUSCHNIR, Karina. Antropologia e política. Revista brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 22, n. 64, 2007. Disponível em https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/VpXXF58HsFyyWTyNBtVPbNx/?lang=pt. Acesso em: 19 set. 2025.

LOERA, Nashieli. Tempo de acampamento. São Paulo: Editora UNESP, 2014.

MANIFESTANTES pró-Lula fazem ato em frente ao TSE, no DF, para apoiar candidatura. G1, [s. l.], 15 set. 2018. Disponível em: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/08/15/manifestantes-pro-lula-marcham-em-brasilia-para-apoiar-registro-de-candidatura.ghtml. Acesso em: 18 set. 2025.

MARTINS, Giovani. O sol na cabeça. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

MOTA, Fabio Reis. Do indivíduo blasé aos sujeitos cismados: reflexões antropológicas sobre as políticas de reconhecimento na contemporaneidade. Antropolítica, Revista Contemporânea de Antropologia, Niterói, n. 44, p.124-148, 2018. Disponível em: https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/41959/23883. Acesso em: 12 mar. 2026.

MOTA, Fabio Reis. Terrenos movediços da razão: como a “razão cismática” reduz e opõe visões de mundo? GGN, [s. l.], 8 out. 2024. Disponível em: https://jornalggn.com.br/cidadania/terrenos-movedicos-da-razao-por-fabio-reis-mota/. Acesso em: 12 mar. 2026.

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA. Caderno do Marchante. São Paulo, 2018.

SAHLINS, Marshal. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.

STÉDILE, João Pedro; MANÇANO, Bernardo. Brava gente. São Paulo: Perseu Abramo, 1996.

TAMBIAH, Stanley. Culture, thought and social action. Cambridge: Harvard University Press, 1985.

TOLEDO, José Roberto; BILENK, Thaís. Penas de 159 anos para cúpula golpista são inéditas no Brasil. UOL, [s. l.], 12 set. 2025, A Hora. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/a-hora/2025/09/12/penas-de-159-anos-para-cupula-golpista-sao-ineditas-no-brasil.htm. Acesso em: 18 set. 2025.

VEIGA, Edison; DOMENICI, Thiago. De candidato a condenado: os detalhes incômodos da trajetória de Jair Bolsonaro. Agência Pública, [s. l.], 11 set. 2025. Disponível em: https://apublica.org/2025/09/retrospectiva-jair-bolsonaro-completa-de-candidato-a-condenado/#2018. Acesso em: 18 set. 2025.

Published

2026-08-01

Issue

Section

Thematic Dossier

How to Cite

Following in single file: symbolic dimensions of “popular support”, “trust”, and political polarization in the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra March. (2026). Antropolítica - Revista Contemporânea De Antropologia, 58(2). https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v58.i2.a69326