História e Antropologia: diálogos
DOI :
https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v1.i1.a72166Mots-clés :
École des Annales, História das Mentalidades, Nova história e antropologia.Résumé
Tendo em vista a importância da Nova História na historiografia contemporânea, inclusive no Brasil, o artigo tem como objetivo analisar as transformações da produção historiográfica verificadas a partir da École des Annales, focalizando particularmente a busca do diálogo com as Ciências Sociais, particularmente com a Antropologia, e seus desdobramentos. A École des Annales consistiu em um movimento historiográfico nascido em Estrasburgo, na França, em torno da revista Annales d’historie économique et sociale, criada em 1929 por Lucien Febvre e Marc Bloch. Seu objetivo era contrapor à uma historiografia tradicional, centrada nos acontecimentos políticos e na ação de grandes personagens, uma História total, que apreendesse as sociedades em seus aspectos econômicos, sociais, culturais e mentais. Uma de suas principais marcas foi o diálogo estabelecido com as Ciências Sociais, de que resultou ampliação do campo de interesse dos historiadores, pela inclusão de novos objetos, novas abordagens e novos problemas, conforme apontam os títulos da coleção dirigida por Jacques Le Goff e Pierre Nora. Esse diálogo resultou também na configuração de novos campos historiográficos: a História Econômica, a História Demográfica, a História Serial, a História Quantitativa, a História Social e a História das Mentalidades, que recebeu outras denominações, de acordo com seus enfoques teóricos e metodológicos, como História Cultural, História Antropológica e Nova História, mas cuja principal característica é a predominância do diálogo com a Etnologia e a Antropologia. O artigo tem como objetivo analisar as contribuições dessas duas disciplinas para a História, através das reflexões de historiadores vinculados a esse campo historiográfico, destacando a preocupação com o universo simbólico para a compreensão da vida social.
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