A LEI DO MAIS FORTE: REFLEXÕES ACERCA DAS DISPUTAS E IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS PARA “O POVO DO LUGAR” EXPROPRIADOS PELA UHE DE IRAPÉ.

Célia Lopes Azevedo

Resumo


Este trabalho objetiva refletir os conflitos socioambientais no processo de implantação da UHE de Irapé, no rio Jequitinhonha, norte de MG. Realizou-se uma pesquisa qualitativa com entrevistas semi-estruturadas, junto aos reassentados involuntariamente para o reassentamento Araras. São examinados alguns mecanismos adotados para a tomada de poder sobre as terras. Analisa-se o poder desproporcional capaz de suprimir direitos e levar a população a aceitar as “regras do jogo”.  Irapé surge com objetivo de expansão do capital, negligenciando; sustentabilidade ambiental, modo de vida das comunidades rurais, identidades coletivas, memórias sociais e territoriais, tradições alimentares, festivas, religiosas etc. É nesse contexto conflitante que se pretende visibilizar as estratégias dominantes de um lado e de sobrevivência do outro.

 Palavras Chaves: Conflitos, Apropriação, Deslocamento.


Palavras-chave


Conflitos, Apropriação, Deslocamento

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DOI: https://doi.org/10.22409/conflu20i1.p537

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