O IMPERIALISMO EM NOVA FASE: COERÇÃO, CRISE DA HEGEMONIA E IMPACTOS PARA A AMÉRICA LATINA

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DOI:

https://doi.org/10.22409/g4rxa222

Abstract

Este artigo interpreta a “era Trump” como expressão de uma nova fase do imperialismo norte-americano no capitalismo contemporâneo. Argumenta-se que, sem romper com os fundamentos estruturais do poder imperial dos Estados Unidos, a saber: financeirização da economia com centro em Wall Street; centralidade financeira do dólar; comando tecnológico e militar e preponderância dos grandes monopólios, - o trumpismo reconfigura o estilo de hegemonia, privilegiando uma dominação mais transacional, ainda que com mais apelos nacionalistas, e coercitiva. Essa reconfiguração combina protecionismo seletivo, guerra comercial e tarifária, abuso do uso de sanções econômicas, ofensiva militar e intensificação da disputa tecnológica. Sustenta-se que tal fase aprofunda tendências de desmoronamento da ordem global capitalista erigida no pós segunda guerra mundial, com padrões mais explícitos de coerção, em um período que converge com a crise da hegemonia imperialista norte-americana. Para a América Latina, a nova fase tende a reforçar o papel de retaguarda estratégica, de contenção geopolítica e como fonte de provimento de commodities. Esse cenário eleva os riscos da dependência tecnológica, do reforço ao neocolonialismo e expoem de forma mais aguda as vulnerabilidades externas. Por fim, propomos, com base na teoria dos ciclos sistêmicos, perspectivas para pensar a lenta, mas contínua, desagregação do poder unipolar estadunidense e as características da ordem que se avizinha.

 

Palavras-chave: Imperialismo; hegemonia; trumpismo; geoeconomia; dependência; América Latina.

Palavras-chave: Imperialismo; hegemonia; trumpismo; geoeconomia; dependência; América Latina.

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Biografie autore

  • Juliane Furno, UFF

    Cientista social e economista. Mestre e Doutora em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp. Professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense  (UFF) e pesquisadora do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social.

  • Ana Maria Prestes Rabelo, UNB

    Cientista Social e Historiadora. Mestre e Doutora em Ciência Política (UFMG). Doutora em Historia (UnB).

Pubblicato

2026-09-30