Biopolítica, gênero e organismos internacionais: mercado dos direitos das mulheres

Flávia Cristina Silveira Lemos, Franco Farias da Cruz, Leandro Passarinho Reis Junior, Válber Sampaio, Amanda Pereira de Carvalho Cruz, Michelle Ribeiro Côrrea

Resumo


Este artigo tem o objetivo de analisar práticas de governo das mulheres pela UNESCO e UNICEF a partir da perspectiva histórica e documental. Efetua-se uma crítica à instrumentalidade dos direitos das mesmas pelo gerenciamento neoliberal. Interroga-se a vertente do empreendedorismo proposto por estes organismos e também é analisado como estes órgãos regulam os corpos de mulheres pelas relações familiares, pela conjugalidade e pela educação dos filhos. Por fim, são problematizadas as articulações entre ações sexistas, o atravessamento de uma racionalidade biológica de gênero e o empoderamentos das mulheres na política para mediar conflitos na comunidade, em nome da segurança.


Palavras-chave


Mulheres; Biopolítica; Empreendedorismo; Gênero; Sexismo.

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