Historias-Marias: mujeres sin hogar, políticas de cuidado, resistencia
DOI:
https://doi.org/10.22409/cbrqhf36Palabras clave:
mujeres sin hogar, políticas de cuidado, resistencia, narrativas, interseccionalidadResumen
Este artículo presenta una investigación de maestría realizada con mujeres sin hogar adultas, a partir de historias orientadoras vividas, escuchadas y recordadas en el proceso de cartografía-río que la desarrolla. Las narrativas dirigen el curso de estas aguas, con acontecimientos que abren visibilidad, desnaturalizan, tensionan y convocan a analizadores. Se problematizan las dimensiones macro y micropolíticas, con la mirada puesta en las resistencias, las políticas de cuidados, SUS, RAPS, SUAS, la pandemia de Covid-19, las cuestiones de interseccionalidad - género, raza, clase, sexualidad - y también a la lógica colonial-capitalista que produce realidades, miserias, desigualdades, violencias. La cartografía como metodología de investigación-intervención diseña este estudio, que busca acompañar a la población en situación de calle en territorios de la ciudad de Santos/SP, con registros de experiencias en Diarios de Campo, con su escritura intensiva, en el cultivo procedimental de datos y análisis. El potencial de la reforestación subjetiva, de las transvaloraciones, de lo aquilombamento en la fabulación de cuidados nómadas, son pensados como brújulas Cruzeiro do Sul, contracoloniales. Una perspectiva de crear resistencias, de reencantar discursos, prácticas, de producir conocimientos ética y estéticamente involucrados con la potencia de la vida, de los ríos, de otros mundos.
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