O sintoma em Freud: função para além do sentido
DOI:
https://doi.org/10.22409/js7p1451Parole chiave:
sintoma, psicanálise, metapsicologia, angústiaAbstract
Se Descartes operou uma separação entre corpo e mente, Freud, ao investigar qual o sintoma histérico, deu a este um estatuto de função no sofrimento de seus pacientes. Entretanto, persiste a tendência a reduzir os sintomas a explicações puramente fisiológicas. O presente artigo discute, neste sentido, o sintoma, mais especificamente o questionamento sobre se o sintoma que não apresenta um sentido historificado pelo discurso do paciente não teria, também, respaldo nas produções freudianas. Assim, objetiva-se demonstrar que o sintoma, mesmo podendo perder seu laço na constituição de sentido, não perde seu estatuto de função para a estrutura do sujeito, possibilitando, assim como o sintoma clássico da histeria, a articulação analítica. Portanto, o estudo organiza-se sobre o conceito de sintoma na obra freudiana para concluir que mesmo sem o enlaçamento simbólico do sintoma clássico, este não deixa de ter função na economia psíquica do sujeito, nem tampouco perde seu valor enquanto operador discursivo em um processo de análise.
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