Sobre ter e haver em construções existenciais: variação e mudança no português do Brasil

Autores

  • Dinah Callou Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Juanito Ornellas de Avelar Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Palavras-chave:

construções existenciais, variação, mudança

Resumo

Considerações sobre ter e haver em construções existenciais, com o objetivo de estabelecer padrões de distribuição e apontar fatores estruturais e sociais responsáveis pela variação de uso. Os resultados são analisados qualitativa e quantativamente, em tempo real e em tempo aparente. A amostra compõe-se de dados escritos, do século XIII ao XX e dados orais de entrevistas com falantes com curso universitário, representantes do dialeto padrão do Rio de Janeiro, estratificados por faixa etária e gênero. As entrevistas foram gravadas nas décadas de 70 e 90, a fim de permitir um estudo de tendências e de painel. Partindo de hipóteses diversas, chega-se à conclusão de que o uso de ter-existencial aumenta gradativamente através do tempo e sua origem remonta ao século XVI. Discute-se ainda a presença de um sujeito pronominal, geralmente, você e a gente, nessas construções, presença essa que deveria ser vista no conjunto de mudanças por que passa o português brasileiro.

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Biografia do Autor

Dinah Callou, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Professora Titular da Faculdade de Letras da UFRJ, vem atuando na área da Sociolingüística e da Língüística Histórica, dentro dos projetos NURCRI, "Gramática do português falado" e "Para uma história do português brasileiro: 500 anos de língua portuguesa". Suas últimas publicações versam sobre variação e mudança no português do Brasil, tanto no âmbito da fonética e da fonologia (processos de enfraquecimento consonantal) quanto no da morfossíntaxe (o uso de ter e haver).

Juanito Ornellas de Avelar, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Bacharel em Letras (Português-Literaturas) pela UFRJ, tendo atuado nos últimos três anos como Bolsista de Iniciação Científica (PIBIC-CNPq), junto ao Projeto "Para uma história do português brasileiro: 500 anos de língua portuguesa," sob a orientação de CalIou e Duarte. Desenvolveu, nesse período, estudos sobre as estruturas de complementação na fala culta carioca e o uso culto de ter e haver no português do Brasil.

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Publicado

2021-03-07

Como Citar

Callou, D., & Avelar, J. O. de. (2021). Sobre ter e haver em construções existenciais: variação e mudança no português do Brasil. Gragoatá, 5(9), 85-100. Recuperado de https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/49038