Mulheres, loucura e escrita no século XIX: um estudo sobre a obra O papel de parede amarelo de Charlotte Perkins Gilman (1892)

Autores

  • Ana Paula Branco de Melo UFPR - Universidade Federal do Paraná

Palavras-chave:

Gênero, Loucura, Escrita Feminina

Resumo

Este artigo pretende analisar e discutir a conexão entre as categorias de feminilidade, loucura e escrita durante o século XIX, através da obra O papel de parede amarelo (1892), de Charlotte Perkins Gilman. Considerando a biologização dos comportamentos e definição dos papéis sexuais durante o século XIX, juntamente a patologização do corpo feminino, em especial os “problemas dos nervos”, é possível pensarmos a interssecionalidade entre as temáticas do ser mulher e ser louca para compreender a subjetividade feminina durante o fin de siècle. Por fim, este artigo também se propõe a compreender a escrita feminina deste período, visto a presença do tema da loucura na obra estudada e outras, possibilitando também pensar essa escrita como forma de denúncia e resistência às condições compartilhada pelas mulheres, assim como uma visão da loucura como transgressão às normas de gênero socialmente impostas.

PURL: purl.oclc.org/r.ml/v4n2/a4

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Biografia do Autor

Ana Paula Branco de Melo, UFPR - Universidade Federal do Paraná

Mestranda em História da Universidade Federal do Paraná

Referências

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Publicado

2018-12-13

Como Citar

Melo, A. P. B. de. (2018). Mulheres, loucura e escrita no século XIX: um estudo sobre a obra O papel de parede amarelo de Charlotte Perkins Gilman (1892). Mundo Livre: Revista Multidisciplinar, 4(2), 48-57. Recuperado de https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/39966

Edição

Seção

Artigos