Ninguém ouviu um soluçar de dor: violência racial na narrativa literária de Nei Lopes.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v10i18.40560

Palavras-chave:

violência simbólica, resistência, Nei Lopes, literatura contemporânea

Resumo

Este artigo trata das relações pessoais e consequentemente raciais assentadas no dogmatismo de poder que faz com haja uma interpretação corrente do juízo correto mas cínico, exposto na ficção narrativa de Rio Negro 50, do escritor carioca Nei Lopes.  A narrativa, ao tratar de passagens cotidianas, problematiza o usual e chama a atenção para a invisibilidade negra, bem como a violência simbólica historicamente construída e perpetrada por séculos no imaginário brasileiro.

Biografia do Autor

Cláudio Carmo Gonçalves, Universidade do Estado da Bahia/UNEB Universidade Estadual de Feira de Santana/UEFS

Doutor em Ciência da Literatura pela UFRJ

Prof.titular de literaturas na UNEB

Professor permanente junto ao PPGEL da UEFS.

Referências

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Publicado

2020-03-01

Edição

Seção

Dossiê 18: Representações da Violência na Literatura