Cartografías infantiles

narrativas de las infancias como una metodología del encanto

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.67188

Palabras clave:

narrativas infantiles, encantamiento, cartografía infantil, epistemología, contracolonialidad

Resumen

Este artículo investiga las narrativas infantiles como metodología de investigación, enfatizando el encantamiento como un principio epistemológico y político. Partiendo de la ética cartográfica y la integración de la poesía como herramienta metodológica, argumentamos que investigar con las infancias exige una escucha sensible y un enfoque que valore sus formas singulares de narrar el mundo. Las niñas y los niños, lejos de ser solo sujetos en formación, se presentan como potencias creativas y ancestrales, capaces de tensionar las estructuras adultocéntricas y coloniales. La investigación con narrativas infantiles posibilita una reconfiguración de las relaciones de poder y del conocimiento, promoviendo una mirada que conecta lo visible con lo invisible. Inspirados en autores como Renato Noguera, Luiz Antonio Simas, Luiz Rufino y Ailton Krenak, proponemos que el encantamiento, presente en las experiencias infantiles, actúa como una herramienta contracolonial y una práctica de resistencia. La cartografía infantil, entendida como metodología, permite reescribir la vida a través del juego y la alegría, cuestionando jerarquías y promoviendo una política de lo sensible. De este modo, reafirmamos la importancia de una investigación que, en lugar de traducir y domesticar la infancia, camine junto a ella, aprendiendo de sus múltiples formas de fabular el mundo.

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Biografía del autor/a

  • Mariana Cunha Schneider, UFRGS

    Doutoranda e Mestra em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Integrante do Grupo Políticas do Texto.

  • Nícolas Braga Fröhlich, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

    Mestrando em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Integrante do Grupo Políticas do Texto. 

  • Luciano Bedin da Costa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

    Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Docente na Faculdade de Educação e no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da UFRGS. Coordenador do Grupo Políticas do Texto. 

  •  Tiago Alexandre Fernandes Almeida, Instituto Politecnico de Lisboa; Escola Superior de Educação; CI&DEI

    Doutor em Psicologia Educacional pelo Instituto Universitário de Ciências Psicológicas Sociais e da Vida, Portugal. Docente no Instituto Politecnico de Lisboa, Escola Superior de Educação; CI&DEI - Centro de Estudos em Educação e Inovação. 

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Publicado

2026-01-23

Número

Sección

Dossiê 29: Narrar: gesto metodológico e indagação epistemológica

Cómo citar

Cartografías infantiles: narrativas de las infancias como una metodología del encanto. (2026). PragMATIZES – Revista Latinoamericana De Estudios En Cultura, 15(29), 118-135. https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.67188