Cartografías infantiles
narrativas de las infancias como una metodología del encanto
DOI:
https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.67188Palabras clave:
narrativas infantiles, encantamiento, cartografía infantil, epistemología, contracolonialidadResumen
Este artículo investiga las narrativas infantiles como metodología de investigación, enfatizando el encantamiento como un principio epistemológico y político. Partiendo de la ética cartográfica y la integración de la poesía como herramienta metodológica, argumentamos que investigar con las infancias exige una escucha sensible y un enfoque que valore sus formas singulares de narrar el mundo. Las niñas y los niños, lejos de ser solo sujetos en formación, se presentan como potencias creativas y ancestrales, capaces de tensionar las estructuras adultocéntricas y coloniales. La investigación con narrativas infantiles posibilita una reconfiguración de las relaciones de poder y del conocimiento, promoviendo una mirada que conecta lo visible con lo invisible. Inspirados en autores como Renato Noguera, Luiz Antonio Simas, Luiz Rufino y Ailton Krenak, proponemos que el encantamiento, presente en las experiencias infantiles, actúa como una herramienta contracolonial y una práctica de resistencia. La cartografía infantil, entendida como metodología, permite reescribir la vida a través del juego y la alegría, cuestionando jerarquías y promoviendo una política de lo sensible. De este modo, reafirmamos la importancia de una investigación que, en lugar de traducir y domesticar la infancia, camine junto a ella, aprendiendo de sus múltiples formas de fabular el mundo.
Descargas
Referencias
BARROS, Manoel de. Meu quintal é maior do que o mundo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2009.
COSTA, Luciano Bedin da. A cartografia parece ser mais uma ética (e uma política) do que uma metodologia de pesquisa. Paralelo 31, v. 2, n. 15, p. 10-36, 10 dez. 2020. Disponível em https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/paralelo/article/view/20997/12946. Acesso em 24 fev. 2025.
COSTA, Luciano Bedin da. Cartografia, uma outra forma de pesquisar. Revista Digital do LAV, vol. 7, n.2, p. 66-77. 2014. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/15111/pdf_1. Acesso em: 03 jun. 2021.
COSTA, Luciano Bedin da. SOARES, Leila da Franca. ALMEIDA, Tiago. “Vamos perguntar aos miúdos algo que nós não conhecemos, nem eles, vamos descobrir juntos”: notas sobre cartografia infantil e pandemias. In: CUNHA, Claudia (org.). Cartografia: insurgências metodológicas e outras estéticas da pesquisa. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022. Disponível em https://www.pimentacultural.com/wp-content/uploads/2024/04/eBook_Cartografia.pdf. Acesso em 24 fev. 2025.
CUNHA, Claudia M. Cartografia e pesquisa rizoma: especulações e experimentações em arte educação. In: CUNHA, Claudia (org.). Cartografia: insurgências metodológicas e outras estéticas da pesquisa. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022. Disponível em https://www.pimentacultural.com/wp-content/uploads/2024/04/eBook_Cartografia.pdf. Acesso em 24 fev. 2025.
KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
NOGUERA, Renato. Entre a linha e a roda: infância e educação das relações étnico-raciais. Revista Magistro, v. 1, n. 15, 2017. Disponível em https://publicacoes.unigranrio.edu.br/magistro/article/view/4532. Acesso em 24 fev. 2025.
NOGUERA, Renato. O poder da infância: espiritualidade e política em afroperspectiva. Momento - Diálogos em Educação, [S. l.], v. 28, n. 1, p. 127-142, 2019a. Disponível em: https://periodicos.furg.br/momento/article/view/8806. Acesso em: 21 fev. 2025.
NOGUERA, Renato; ALVES, Luciana Pires. Infâncias diante do racismo: teses para um bom combate. Rev Educação e Realidade, Porto Alegre, v.44., n.2, p.01-22, 2019b. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edreal/a/s6MZxwSx8PGL9hppMfP6FPF/?lang=pt. Acesso em: 21 fev. 2025.
PACHECO, Eduardo G. FERNANDES, Fabíola R. O drama da professora desmanchada: ensaio sobre um ensaio. In: CUNHA, Claudia (org.). Cartografia: insurgências metodológicas e outras estéticas da pesquisa. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022. Disponível em https://www.pimentacultural.com/wp-content/uploads/2024/04/eBook_Cartografia.pdf. Acesso em 24 fev. 2025.
RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível. São Paulo: Ed. 34. 2009.
SCHNEIDER, M. C.; BEDIN DA COSTA, L. Pode o infante falar? Narrativas e cartografias infantis como resistência à subalternização da infância na urbe. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)biográfica, [S. l.], v. 9, n. 24, p. 01-14, 2024. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/index.php/rbpab/article/view/19015. Acesso em: 18 mar. 2025.
SCHNEIDER, Mariana Cunha. Mapas brincantes iniciam por aqui: infâncias e cidades em costura. Dissertação de Mestrado (Mestrado em Psicologia Social) - Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/276551. Acesso em: 21 fev. 2025.
SEKKEL, Marie Claire. O brincar e a invenção do mundo em Walter Benjamin e Donald Winnicott. Psicologia USP, v. 27, p. 86-95, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pusp/a/TgRvPjbwXzMVm3yyQZCP9Tn/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 21 fev. 2025.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publican en esta revista están de acuerdo con os siguientes términos:
- Autores mantienen los derechos autorales y conceden a la revista el derecho de propiedad, con el trabajo simultáneamente estando licenciado bajo Licencia Creative Commons Attribution que permite el compartimiento del trabajo con reconocimiento de la autoría y publicación inicial en esta revista.
- La revista se reserva el derecho de efectuar, en los originales, alteraciones de orden normativo, ortográfico y gramatical.
- Las pruebas finales no serán presentadas a los autores.
- Las opiniones emitidas por los autores son de su exclusiva responsabilidad.
