La narrativa en la construcción de la memoria del cuerpo negro

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.67221

Palabras clave:

mujer negra, narrativa, quilombo urbano, Ìyálodès, Quilombo dos Flores

Resumen

Las prácticas, corporalidades y la lucha por el derecho a la tierra en los quilombos urbanos de Porto Alegre/RS tienen a la mujer negra como figura central. Ante este contexto, este artículo reflexiona sobre las luchas lideradas por estas mujeres, quienes, conectadas a través de una red aquilombada, emergen en estos territorios mediante acciones de resistência que desafían el modelo hegemónico de producción de la ciudad, estructurado a partir del color de piel y la valorización de la tierra privada. A partir de la experiencia con el Quilombo dos Flores, en Porto Alegre, buscamos reflexionar sobre cómo estas prácticas afirman una producción del espacio urbano quilombola que confronta este patrón. Para ello, adoptamos la narrativa como enfoque teórico-metodológico, com al intención de incorporar el lenguaje de la oralitura, expresado en el cuerpo y la voz, como teoría de lucha de estas mujeres. A lo largo del recorrido, observamos que la lucha del quilombo urbano se fundamenta en el derecho a la tierra ancestral, pero también en la práctica del cuidado colectivo accionada por las mujeres negras, aqui comprendidas como ìyálodès. Son ellas que actúan como vínculos de fuerza que sostienen una red de resistencia movilizada contra el racismo institucional, al mismo tiempo que promueven articulaciones comunitarias en el barrio, rompiendo con la visión del quilombo urbano como un territorio aislado. Trascienden los límites impuestos por el modelo de ciudad racista como una red de libertad y lucha, sostenida e interconectada por estas protagonistas.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Nathália Pedrozo Gomes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

  • Daniele Caron, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Doutora em Urbanismo pela Universitat Politècnica de Catalunya (UPC). Docente da Faculdade de Arquitetura e do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

Referencias

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

ALMEIDA, Sílvio Luiz de. O que é racismo estrutural?. Belo Horizonte: Letramento, 2018.

BITENCOURT Lara Machado; PIRES, Cláudia Luísa Zeferino (org.). Atlas da presença quilombola em Porto Alegre/RS. Porto Alegre: Letra 1, 2021. Disponível em: https://issuu.com/editora_letra1/docs/atlas-volume1. Acesso em: 23 nov. 2022.

BISPO DOS SANTOS, Antônio. A Terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/PISEAGRAMA, 2023.

BISPO DOS SANTOS, Antônio. Somos da terra. In: CARNEVALLI, Filipe; REGALDO, Fernanda; LOBATO, Paula; MARQUEZ, Renata; CANÇADO, Wellington (Org.). Terra: antologia afroindígena. São Paulo/ Belo Horizonte: Ubu Editora/PISEAGRAMA, 2023, p. 08-17.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal/Centro Gráfico, 1988.

RODRIGUES, Ana Cabral; TAVARES, Alice; NASCIMENTO, Luiza; ANDRADE, Livia; SOUZA, Eliana; BRANDÃO, Gerson; SOARES, Jessica; NUNES, Beatriz; MASSA, Mariana; ALMEIDA, Isadora; RIBEIRO, Anderson. Oficinas de montagem: construções metodológicas e experimentações estéticas em direito à cidade. In: SIGETTE, Elaine; ESTEVEZ, Alejandra.; DIAS, Rafael. (org.). Experiências e lutas por direitos humanos no Sul Fluminense. 1ed.: Observatório de Direitos Humanos do Sul Fluminense, 2021, p. 117-144.

CARON, Daniele et al. Visibilizar as Narrativas de Rua: a dimensão pública da paisagem de Porto Alegre em questão. In: Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional, 2019, Natal. Anais XVIII ENANPUR 2019. Natal: EDUFRN, 2019.

CARON, Daniele et al. Narrativas à margem: deslocar epistemes para uma metodologia do comum. V!RUS, São Carlos, n. 20, 2020. Disponível em: http://www.nomads.usp.br/virus/virus20/?sec=4&item=7&lang=en. Acesso em: 29 set. 2022.

CARON, Daniele. El estudio del paisaje como clave interpretativa del territorio a través de las narrativas para la planificación urbana y territorial. 2017. Tese (Doutorado em Urbanismo) – Departamento de Urbanismo y Ordenación del Territorio, Universidad Politécnica de Cataluña, Barcelona, Cataluña, 2017.

DEALDINA, Selma dos Santos (org.). Mulheres Quilombolas: Territórios de Existências Negras Femininas. São Paulo: Jandaíra, 2020.

INGOLD, Tim. Chega de etnografia! A educação da atenção como propósito da antropologia. Educação, v.39, n.3. p. 404-4011, 2016. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/faced/article/view/21690. Acesso em: 23 out. 2025.

MBEMBE, Achille. Necropolítica, Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: N-1 edições, 2018.

NASCIMENTO, Beatriz. Uma história feita por mãos negras: relações raciais, quilombos e movimentos. (organização Alex Ratts). Rio de Janeiro: Zahar, 2021.

NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. Afrodiáspora, nº 6-7, Rio de Janeiro, IPEAFRO, 1985, p. 41–49.

QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, E. (org). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO, 2005.

SIMAS, Luiz Antonio. O corpo encantado das ruas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.

TOUAM BONA, Dénètem. Cosmopoética do refúgio. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2020.

TOUAM BONA, Dénètem. Arte da Fuga. PISEAGRAMA, Belo Horizonte, n.15, p. 18-27, 2021. Disponível em: https://piseagrama.org/artigos/arte-da-fuga/. Acesso em: 23 out. 2025.

Publicado

2026-01-23

Número

Sección

Dossiê 29: Narrar: gesto metodológico e indagação epistemológica

Cómo citar

La narrativa en la construcción de la memoria del cuerpo negro. (2026). PragMATIZES – Revista Latinoamericana De Estudios En Cultura, 15(29), 76-94. https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.67221