"É de pequenino que se torce o pepino": psicanálise e a normalização da infância nos anos 1920-1930

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DOI :

https://doi.org/10.15175/43mac316

Mots-clés :

higienismo, história da psicanálise, infância, normalização, psicanálise

Résumé

Este artigo analisa a chegada da psicanálise ao trabalho com crianças no Brasil nos anos 1920-1930, questionando até que ponto esse conhecimento foi mobilizado a serviço de um projeto médico-pedagógico de normalização da infância. A partir de fontes primárias de Júlio Pires Porto-Carrero, Durval Marcondes e Arthur Ramos, figuras centrais na apropriação da psicanálise no país, examina-se como cada autor articulou a teoria psicanalítica com o higienismo de sua época, produzindo discursos e práticas distintos, porém convergentes em seus efeitos normalizadores. Recorrendo à perspectiva histórica de Michel de Certeau e à análise do discurso de Pêcheux, o artigo examina os significantes “pedagogia moral”, “ferramenta modeladora” e “intervenção pedagógica” como operadores discursivos que interpelam a criança como objeto de correção e o saber médico-psicanalítico como enunciação legítima sobre a infância. Conclui-se que, apesar das nuances que distinguem cada uma das abordagens, os três usos da psicanálise pertencem a uma formação discursiva normalizadora, cujos vestígios permanecem nas práticas contemporâneas de atendimento à infância.

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Biographies de l'auteur-e

  • Laura Resende MOREIRA, Federal University of São João del-Rei

    Doutoranda pelo Programa de Psicologia da Universidade Federal de São João del-Rei. Docente substituta do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São João del-Rei. 

  • Fuad KYRILLOS NETO, Federal University of São João del-Rei

    Docente associado do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). 

Références

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Publié

2026-10-26

Comment citer

"É de pequenino que se torce o pepino": psicanálise e a normalização da infância nos anos 1920-1930. (2026). Revue Internationale d´Histoire Politique E Culture Juridique, 18(3), 376-396. https://doi.org/10.15175/43mac316