O ESSENCIAL É INVISÍVEL ÀS CRIANÇAS:
UMA CRÍTICA À CLASSIFICAÇÃO DE O PEQUENO PRÍNCIPE COMO LITERATURA INFANTIL
Palavras-chave:
O Pequeno Príncipe, Literatura infantil, Formação do leitor literárioResumo
Embora tradicionalmente classificada como literatura infantil, a obra O Pequeno Príncipe (2009), de Antoine de Saint-Exupéry, apresenta níveis de complexidade simbólica, filosófica e narrativa que desafiam a recepção pelo público infantil. Este artigo tem como objetivo propor uma reflexão crítica sobre essa classificação, defendendo que a obra é mais apropriada a leitores com maior maturidade interpretativa. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo, tendo como base teórica os estudos de Nelly Novaes Coelho (2000), Regina Zilberman (2003), Antonio Candido (2006), Aidan Chambers (2007), Maria Clara Freitas (2010), Vera Teixeira de Aguiar (2011), João Paulo Santos (2015), além dos pressupostos Lev Vygotsky (1991) e Maria Nikolajeva (1996). Os resultados da análise apontam que o denso simbolismo e a crítica à lógica dos adultos exigem um repertório que ultrapassa a competência leitora da infância. Conclui-se que O Pequeno Príncipe se configura como uma obra poética sobre a infância, mas não necessariamente uma produção destinada para crianças.
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Referências
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