CONSTRUTIVISMO E SOCIOCONSTRUTIVISMO:
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E IMPLICAÇÕES NOS PROCESSOS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Palavras-chave:
Construtivismo, Socioconstrutivismo, Alfabetização, Letramento, Educação BrasileiraResumo
O presente artigo discute as contribuições do construtivismo e do socioconstrutivismo para os processos de alfabetização e letramento, relacionando fundamentos teóricos clássicos com a realidade da educação brasileira atual. Parte-se da constatação de que práticas tradicionais, centradas na repetição e memorização, ainda marcam o cenário escolar, embora se mostrem insuficientes diante dos desafios impostos pelas desigualdades históricas. Nesse contexto, o construtivismo, ancorado em Piaget (1970, 1975a, 1975b), valoriza a autonomia do aluno e a construção ativa do conhecimento, enquanto o socioconstrutivismo, baseado em Vygotsky (1991), ressalta o papel das interações sociais e da mediação pedagógica. O estudo configura-se como ensaio teórico, fundamentado na análise e articulação de obras de referência do construtivismo, do socioconstrutivismo e do campo da alfabetização, dialogando com autores como Ferreiro (2001a, 2001b, 2007), Ferreiro e Teberosky (2008) e Freire (1989, 2016, 2019), além de dados recentes sobre alfabetização no Brasil, evidenciando a urgência de práticas pedagógicas críticas e contextualizadas. Argumenta-se que a integração entre alfabetização e letramento deve ser compreendida como um processo interdependente, que articula dimensões cognitivas, sociais e culturais. Conclui-se que revisitar essas correntes teóricas contribui para ampliar a reflexão docente, fortalecer políticas educacionais inclusivas e construir caminhos para uma alfabetização efetiva, crítica e emancipadora, capaz de responder às demandas de uma sociedade em constante transformação.
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