Between papers, ideas, dreams, and bottles: notes on learning in an insurgent anthropology
DOI:
https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v1.i1.a72148Keywords:
Ethnography, Anthropology, Roberto Kant de Lima, Academic socialization, Conflict management.Abstract
In this tribute, presented in the form of an essay, we share reflections on our respective processes of socialization as anthropologists as a process of disciplinary transmission within a lineage. In this text, we seek to highlight the common elements that shaped our respective socialization processes and that also form part of the way in which ethnography has become, for us, an appropriate practice for producing anthropology focused on lasting social impacts in contexts of critical inequalities. This shared connection was only made possible through our encounter during the process of anthropological learning, with Roberto Kant de Lima—Kant, as we usually call him—as our professor and advisor. Kant’s presence in our lives was a decisive factor in why we now find ourselves, both professionally and existentially, committed to working as professional anthropologists, using ethnographic practice as a means of understanding and theorizing about what we see and experience. We also believe that this practice stimulates critical thinking, as we remain committed to the daily missions of public universities in Brazil—in support of teaching, research, and community engagement—the fundamental pillars of universities. In dialogue with the conceptual, methodological, and institutional proposals of Roberto Kant de Lima, we acknowledge his legacy and honor his career in this brief tribute.
Downloads
References
BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. 6. ed. São Paulo: Perspectiva, 2007.
CLASTRES, Pierre. Troca e poder: filosofia da chefia indígena. In: CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o Estado: pesquisas de antropologia política. São Paulo: Cosac Naify, 2003. p. 43-63.
EILBAUM, Lucía; MEDEIROS, Flavia. “Onde está Juan?”: moralidades e sensos de justiça na administração judicial de conflitos no Rio de Janeiro. Anuário Antropológico, Brasília, v. 41, n. 1, p. 9-33, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.4000/aa.1530. Acesso em: 23 jul. 2026.
FACHINETTO, Rochelle; MADEIRA, Lígia Mori; AQUINO, Jania Perla Diógenes de; GELISKI, Leonardo . As linhagens de descendência acadêmica dos pesquisadores “pioneiros” nos estudos sobre violência, crime e justiça criminal no Brasil (1970-2018). Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, São Paulo, n. 91, p. 1-39, 2020. Disponível em: https://bibanpocs.emnuvens.com.br/revista/article/view/500. Acesso em: 23 jul. 2026.
FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: PUC, 1974.
INGOLD, Tim. When ANT meets SPIDER: Social theory for arthropods. In: KNAPPETT, Carl; MALAFOURIS, Lambros (ed.). Material Agency: Towards a Non-Anthropocentric Approach. Boston: Springer, 2008. p. 209-215.
INGOLD, Tim. Lines: A Brief History. New York: Routledge, 2016.
KANT DE LIMA, Roberto. A antropologia da academia: quando os índios somos nós. 3. ed. Niterói: EdUFF, 2011.
KANT DE LIMA, Roberto. A presença de Castro Faria na Universidade Federal Fluminense (1993-1998): uma perspectiva afetivo-institucional. In: CASTRO FARIA, Luís de. Antropologia - escritos exumados 3: lições de um praticante.Niterói: EdUFF, 2006. p. 29-46.
LIMA, Renato; RATTON, José (org.). As ciências sociais e os pioneiros nos estudos sobre crime, violência e direitos humanos no Brasil. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2011.
MEDEIROS, Flavia “Presente!”: um olhar etnográfico sobre o lugar social dos mortos em Buenos Aires. Antropolítica, Revista Contemporânea de Antropologia, Niterói, n. 37, p. 319-338, 2014. Disponível em: https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/41615. Acesso em: 23 jun. 2026.
MEDEIROS, Flavia. “We the black people” : um percurso etnográfico sobre direitos, violências e demandas públicas na Baía de São Francisco, Califórnia - Estados Unidos. Antropolítica, Revista Contemporânea de Antropologia, Niterói, n. 41, p. 391-419, 2016. Disponível em: https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/41841. Acesso em: 23 jun. 2026.
PEIRANO, Mariza Gomes e Souza. Os antropólogos e suas linhagens. Série Antropologia, Brasília, n. 102, 1990.
PIRES, Lenin dos Santos. Entre notas e moedas: trocas e circulação de valores entre negociantes em Constitución. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 19, p. 149-178, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-71832013000100007. Acesso em: 23 jun. 2026.
PIRES, Lenin dos Santos. Transportes públicos, cidadania e política: grandes eventos e ‘globatização’ no rio de janeiro. Dilemas: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, Rio de Janeiro, v. 3, p. 13-29, 2019. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/23109/20901. Acesso em: 23 jul. 2026.
PIRES, Lenin dos Santos.; GERALDO, Pedro Heitor Barros. Quem tem medo da segurança pública? Os desafios políticos e pedagógicos do desenvolvimento dos cursos de segurança pública e social da Universidade Federal Fluminense. In: CAMPOS, Marcelo da Silveira; FAISTING, André Luiz; OLIVEIRA, Esmael Alves de; SILVA, Marcos Antonio da (org.). Sociologia, Antropologia e Ciências Políticas: Temas Emergentes. v. 1. Curitiba: CRV, 2022. p. 27-46.
POLICARPO, Frederico. O consumo de drogas e seus controles: uma perspectiva comparada entre as cidades do Rio de Janeiro, Brasil, e de San Francisco, EUA. Rio de Janeiro: Consequencia Editora, 2016.
POLICARPO, Frederico. Os usuários de drogas na justiça: uma etnografia do Programa Justiça Terapêutica da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Autografia, 2020.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Flavia Medeiros, Lenin Pires, Frederico Policarpo

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O conteúdo da revista Antropolítica, em sua totalidade, está licenciado sob uma Licença Creative Commons de atribuição CC-BY (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt).
De acordo com a licença os seguintes direitos são concedidos:
- Compartilhar – copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato;
- Adaptar – remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial;
- O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
- Atribuição – Você deve informar o crédito adequado, fornecer um link para a licença e indicar se alterações foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer maneira razoável, mas de modo algo que sugira que o licenciante o apoia ou aprova seu uso;
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.