“Uma belíssima flor que nasceu do brejo”: tradição e reconhecimento no congo da Barra do Jucu, Vila Velha (ES)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22409/antropolitica2025.v57.i1.a62045

Palabras clave:

Cultura popular, Bandas de Congo, Reconhecimento, Barra do Jucu.

Resumen

In the course of the changes resulting from the process of economic modernization, the Congo, one of the references of the culture of the state of Espirito Santo, remained present. This research conducts a study based on approaches on local development and the process of modernization and is supported by the theories of Recognition and Political Ecology. From a qualitative approach, it describes the symbolic production as well as the cultural senses attributed by the groups that keep this tradition alive. The Barra do Jucu neighborhood has as main identity element the Congo Bands. In this way, this research studies this cultural practice through the territorial contours and its general objective is to investigate the practice of the Congo Bands of the neighborhood of Barra do Jucu, Vila Velha/ES and to understand in that this cultural manifestation functions as a strategy for the social recognition of its practitioners and the local community.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Diana Corrêa da Silva Costa, Universidade Vila Velha

    Mestre em Sociologia Política pela Universidade Vila Velha.

  • Augusto Cesar Salomão Mozine, Universidade Vila Velha

    Professor Titular do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Vila Velha. Doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Referencias

AMARAL, Rita de Cassia Melo Peixoto. Festa à Brasileira. Significados do festejar no país que não é sério. 1998. Tese (Doutorado em Antropologia) – Universidade de São Paulo, 1998.

BIARD, François. Deux Années au Brésil. Paris: Librairie de L. Hachette et Cie, 1862.

BRASIL. Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000. Institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro, cria o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, p. 2, 7 ago. 2000.

BRASIL. Decreto nº 5.753, de 12 de abril de 2006. Promulga a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, adotada em Paris, em 17 de outubro de 2003, e assinada em 3 de novembro de 2003. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 6, 13 abr. 2006. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/decreto/d5753.htm. Acesso em: 28 jan. 2025.

CAPAI, Humberto (coord). Atlas do Folclore Capixaba. Sebrae: Vitória, 2009.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano. 9. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2003.

COSTA, Douglas Pinheiro; MATTOS, Tiaya Freitas de. A cultura e a religiosidade do Congo capixaba. Unitas: Revista Eletrônica de Teologia e Ciências das Religiões, v. 5, n. 2, p. 313-333, 2017. Disponível em: https://revista.fuv.edu.br/index.php/unitas/article/view/550. Acesso em: 28 jan. 2025.

ELIAS, Norbert; SCOTSON, John. Os estabelecidos e os outsiders: Sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

ESPÍRITO SANTO (Estado). Secretaria de Estado da Cultura. Subsecretaria de Cultura. Gerência de Memória e Patrimônio. O Congo do Espírito Santo: Relatório parcial do Inventário & Solicitação de Registro. Vitória: Secult, 2014.

FRASER. Nancy. Redistribuição, reconhecimento e participação: por uma concepção integrada da justiça. In: SARMENTO, Daniel; IKAWA, Daniela; PIOVESAN, Flávia (coord.). Igualdade e diferença de direitos. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. p. 167-190.

GALVÊAS, Homero. A história da Barra do Jucu: a gênese da cultura capixaba: desenvolvimento sociocultural da Grande Vitória. Vila Velha: [s. n.], 2005.

GARGARELLA, Roberto. As teorias da justiça depois Rawls: um breve manual de filosofia política. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

GEERTZ, Clifford. Nova Luz sobre a Antropologia. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

GEERTZ, Clifford. A interpretação da cultura. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

GERVÁSIO, João Carlos Vieira. Roda de Congo: uma bem sucedida mistura de negros, índios e portugueses. Vila Velha: Canela Verde, 2011.

GROLNICK, Simon. Winnicott o trabalho e o brinquedo: uma leitura introdutória. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

GUATTARI, Felix. As três Ecologias. 11. ed. São Paulo: Papirus, 1990.

HONNETH, Axel. Luta por conhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2009.

HONNETH, Axel. O eu no nós: reconhecimento como força motriz de grupos. Sociologias, Porto Alegre, v. 15, n. 33, p. 56-80, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-45222013000200003. Acesso em: 28 jan. 2025.

LEFF, Enrique. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. Petrópolis: Vozes, 2008.

LEFF, Enrique. Racionalidade Ambiental a reapropriação da natureza. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.

LITTLE, Paul Elliot. Ecologia Política como etnografia: um guia teórico e metodológico. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 12, n. 25, p. 85-103, 2006.

MACEDO, Inara Novaes. Entre rios, praias e planetas: travessias do congo na Barra do Jucu. 2013. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Federal do Espírito Santo, 2013. Disponível em: http://repositorio.ufes.br/handle/10/1432. Acesso em: 28 jan. 2025.

MACIEL, Cleber. Negros do Espírito Santo. 2. ed. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, 2016.

MAGNANI, José Guilherme. De perto e de dentro: notas de uma etnografia urbana. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 17, n. 49, p. 11-29, 2002.

MAGNANI, José Guilherme C. Os circuitos dos jovens urbanos. Tempo Social, São Paulo, v. 17, n. 2, p. 173-205, 2010. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-20702005000200008. Acesso em: 28 jan. 2025.

MBEMBE, Achille. As formas africanas de auto-inscrição. Estudos Afro-Asiáticos, Rio de Janeiro, v. 23, n. 1, p. 171-209, 2001.

MELLO E SOUZA, Mariana. Reis do Congo no Brasil: Séculos XVII e XIX. Revista de História, São Paulo, n. 152, p. 79-98, 2005.

MENDONÇA, Ricardo Fabrino. Democracia e desigualdade: as contribuições da teoria do reconhecimento. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, DF, n. 9, p. 119-146, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-33522012000300005. Acesso em: 28 jan. 2025.

MINAYO, Maria. Cecília; SANCHES, Odécio. Quantitativo-qualitativo: oposição ou complementaridade? Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 9, n. 3, p. 239-262, 1993.

MORAES, Neide Lucia. Espírito Santo: história de suas lutas e conquistas. Vitória: Artgraf, 2002.

NEVES, Guilherme Santos. Coletânea de estudos e registros do folclore capixaba. 1944-1982. Vitória: Centro cultural de Estudos e Pesquisas do Espírito Santo, 2008.

NOBRE, Renarde Freire. Três teses comparativas entre os pensamentos de Weber e de Nietzsche. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 19, n. 56, p. 29-43, 2004.

OSÓRIO, Carla; BRAVIN; Adriana; SANTANNA, Leonora. Negros do Espírito Santo. São Paulo: Escrituras, 1999.

PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. A ecologia política na América Latina: reapropriação social da natureza e reinvenção dos territórios. INTERthesis, Florianópolis, v. 9, n. 1-1, p. 16-50, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2012v9n1p16. Acesso em: 28 jan. 20205.

SEZENANDO, José. São Benedito e o pescador. In: MUGRABI, Edivanda (org.) Os Tupinikim e Guarani contam… Vitória: Idea, 1999. p. 80-82.

SIQUEIRA. Maria da Penha Smarzaro. Industrialização e empobrecimento Urbano: o caso da Grande Vitória. 1950-1980. Vitória: Grafitusa, 2010.

STEIN, Débora Rosa; MOZINE, Augusto Cesar Salomão. Memórias de um povoamento desordenado da Grande Terra Vermelha: A ocupação e a transformação urbano-ambiental dos bairros Barramares, João Goulart e Morada da Barra, Vila Velha-ES. In: MOZINE, Augusto Cesar Salomão; DA-SILVA-ROSA, Teresa Cristina; FREITAS, Tiago Miguel Martins D’Ávila Martins de (org.). Ambiente e sociedade em contexto lusófono. Florianópolis: Insular: 2017. 195-214.

TSCHUDI, Johann Jakob von. Viagem à província do Espírito Santo: imigração e colonização suíça 1860. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, 2004.

VELHO, Gilberto. A utopia urbana. Um estudo de antropologia social. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

VILA VELHA (Município). Lei nº 4.707, de 10 de setembro de 2008. Dispõe sobre a institucionalização dos bairros nas Regiões Administrativas, os limites e a denominação dos mesmos e os critérios para organização e criação de bairros, no perímetro urbano do Município. Prefeitura Municipal, Vila Velha, 10 set. 2008. Disponível em: https://legislacao.vilavelha.es.gov.br/Arquivo/Documents/legislacao/html_impressao/L47072008.html?identificador=30003A004C00. Acesso em: 28 jan. 20205.

VILA VELHA (Município). Perfil socioeconômico por bairros: indicadores selecionados. Vila Velha: Sempla, 2013. Disponível em: Acesso em: https://www.vilavelha.es.gov.br/midia/paginas/perfil%20socio%20economico%20r2.pdf. Acesso em: 20 mar. 2025.

WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamento da Sociologia Compreensiva. Volume 1. Brasília, DF: UnB, 1979.

WEBER, Priscila. Nzinga Mbandi: representação de poder e feminilidade na obra de padre Cavazzi de Montecúccolo. Aedos, Porto Alegre, n. 7, v. 3, 2011. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/16014. Acesso em: 28 jan. 2025.

YOUNES, Bruno; PREYSSEL, Érika. Catolicismo Negro: palco de disputas culturais em Mariana entre 1770-1820. Carmo: Agbook, 2013.

Publicado

2025-05-02

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

“Uma belíssima flor que nasceu do brejo”: tradição e reconhecimento no congo da Barra do Jucu, Vila Velha (ES). (2025). Antropolítica - Revista Contemporânea De Antropologia, 57(2). https://doi.org/10.22409/antropolitica2025.v57.i1.a62045