Apresentação: Antropologia das “rachaduras sociais”: ganhar a vida e fazer sociedade no mundo polarizado e cismático

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v58.i2.a71871

Palabras clave:

Rachaduras sociais, Polarização, Razão cismática, Ganhar a vida, Antropologia política.

Resumen

A intensificação das polarizações políticas e das divisões sociais tem ocupado lugar central nos debates contemporâneos, frequentemente sendo interpretada como expressão de uma fragmentação generalizada da vida social. A relevância do presente dossiê reside na proposta de compreender tais processos a partir de uma perspectiva antropológica atenta às dimensões etnográficas pelas quais as divisões são produzidas, vividas e negociadas em diferentes contextos sociais. O objetivo do texto é apresentar o dossiê Antropologia das “rachaduras sociais”: ganhar a vida e fazer sociedade no mundo polarizado e cismático, produzindo uma reflexão sobre os processos de polarização e da germinação do que denominamos “razão cismática”. Empreendemos uma reflexão teórico-analítica sobre as dinâmicas contemporâneas de polarização, com ênfase em abordagens etnográficas e empiricamente fundamentadas, e posteriormente uma análise dos artigos que compõem o dossiê de modo a articular nossas questões com as dos textos. A seleção dos trabalhos privilegiou pesquisas de natureza empírica e etnográfica capazes de evidenciar a diversidade de formas assumidas pelas rachaduras sociais em distintos contextos. Sendo assim, os trabalhos indicam que as polarizações e divisões sociais não devem ser compreendidas como entidades fixas ou simples oposições ideológicas, mas como efeitos relacionais produzidos em processos de interação social. Ademais, buscamos refletir sobre a importância das ecologias sociotécnicas e das arenas públicas digitais na intensificação, circulação e reconfiguração dessas dinâmicas de polarização, rachaduras e cismas e seus impactos sobre as maneiras de fazer sociedade, construir pertencimentos e ganhar a vida. Portanto, apresenta uma abordagem antropológica ancorada na etnografia permite apreender a heterogeneidade e a complexidade desses processos, contribuindo para uma compreensão mais situada das formas contemporâneas de polarização, rachaduras sociais e cismas.

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Biografía del autor/a

  • Mariano Perelman, Universidade de Buenos Aires, Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas

    Professor do Departamento de Ciencias Antropológicas da Universidad de Buenos Aires. Investigador independente do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Doutor em Ciencias Antropológicas pela Universidad de Buenos Aires.

  • Fabio Reis Mota, Universidade Federal Fluminense

    Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense. Pesquisador do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos. Bolsista de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense.

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Publicado

2026-08-01

Número

Sección

Dossiê Temático

Cómo citar

Apresentação: Antropologia das “rachaduras sociais”: ganhar a vida e fazer sociedade no mundo polarizado e cismático. (2026). Antropolítica - Revista Contemporânea De Antropologia, 58(2). https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v58.i2.a71871