Formar mais que antropólogos, fazer antropologia: memórias, socialização e prática acadêmica a partir de uma experiência de formação com Roberto Kant de Lima

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v1.i1.a72973

Palabras clave:

Roberto Kant de Lima, Antropologia, Teoria antropológica.

Resumen

Este artigo parte de uma ausência e de um luto coletivo para refletir sobre uma experiência de formação antropológica vivenciada sob a orientação e coordenação do antropólogo, professor e pesquisador Roberto Kant de Lima, falecido em 19 de maio de 2025. Sem a pretensão de constituir uma homenagem in memoriam, tomamos como ponto de partida as memórias compartilhadas enquanto alunas, orientandas, colegas e amigas para compreender a atuação de um antropólogo-professor-gestor cuja prática pedagógica articulava formação intelectual, pesquisa, trabalho institucional, administração acadêmica, afeto e produção coletiva. Ao reconstruir situações vividas, conversas e ensinamentos, buscamos compreender como uma determinada maneira de fazer antropologia foi transmitida para além de textos, aulas e reuniões, por meio de práticas, relações e modos de ser e estar na antropologia e no campo acadêmico. Nesse sentido, ensaiamos etnografar os caminhos percorridos junto ao Kant em um empreendimento de formação marcado obrigatoriamente pela convivência entre alunos em diferentes estágios de formação, professores, servidores e interlocutores de pesquisa, pelas práticas de pesquisa e gestão acadêmica e pela transmissão de um pensamento social brasileiro compreendido e elaborado através da participação em uma forma de vida acadêmica. As memórias são, assim, tomadas como chave metodológica para pensar sua contribuição à formação antropológica no Brasil e para reconhecer, nas práticas que hoje realizamos, os vestígios de uma maneira de fazer antropologia aprendida na convivência, nos projetos, nas tradicionais reuniões de segunda-feira, nas conversas, nos conflitos, nas decisões, nas dúvidas e nos erros. Ao retomar a pergunta formulada pelo próprio Kant sobre “como se faz um antropólogo no Brasil?”, refletimos sobre aquilo que se aprende com um professor para além de disciplinas, bibliografias, conceitos e hierarquias, a partir da descrição e desnaturalização das suas próprias práticas.

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Biografía del autor/a

  • Paloma Monteiro, Universidade Federal Fluminense

    Professora Adjunta do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense. Doutora em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense.

  • Natália Barroso Brandão, Universidade Federal Fluminense

    Pesquisadora de pós-doutorado, com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense. Doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense. 

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Publicado

2026-09-28

Cómo citar

Formar mais que antropólogos, fazer antropologia: memórias, socialização e prática acadêmica a partir de uma experiência de formação com Roberto Kant de Lima. (2026). Antropolítica - Revista Contemporânea De Antropologia, 1(1). https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v1.i1.a72973