A poética do diálogo na escrita de viagem em Janelas Verdes, de Murilo Mendes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/cadletrasuff.v31i61.44156

Palavras-chave:

Viagem. Carta. Endereçamento. Enunciação. Arquivo.

Resumo

RESUMO:

A escrita de viagem tem esse caráter de algo que se dá em trânsito, o seu assunto, que é o deslocamento, também a define como linguagem também que se desloca para um outro. Partindo da ideia de que a enunciação poética é endereçada, isto é, se constrói com base nesse diálogo com o outro – singular e anônimo – atuando numa dimensão intermediária entre pessoal e coletivo, este artigo propõe um percurso de leitura de Janelas Verdes (1970), de Murilo Mendes como enunciação poética da viagem. Consideramos como ponto de partida o desejo de contar sobre o périplo prenunciado na escrita epistolar e, em que medida, esse diálogo com o outro se mantém, reconfigurado, ao longo da obra, definindo a poética do diálogo na escrita de viagem em Janelas Verdes.

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Biografia do Autor

Aline Leão do Nascimento, Universidade Federal de São Paulo

Mestranda em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Letras na Universidade Federal de São Paulo com ênfase em Estudos Literários. Possui graduação em Letras pela mesma universidade.

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Publicado

2020-12-15

Edição

Seção

Dossiê