O sublime no Icaromenipo de Luciano de Samósata
DOI:
https://doi.org/10.22409/3y9yee24Palavras-chave:
Luciano de Samósata, Icaromenipo, sublime, sátira, estética helenísticaResumo
Este artigo investiga a manifestação do sublime, conceito tradicionalmente associado a gêneros sérios, no diálogo satírico Icaromenipo de Luciano de Samósata. A análise articula a teoria da sátira antiga (Ralph Rosen) com a reinterpretação da estética helenística feita por James Porter, que enfatiza a αἴσθησις e a interação paradoxal entre o detalhe e a grandeza cósmica. Argumenta-se que a viagem intercósmica de Menipo representa a busca por uma capacidade de visão macroscópica que utiliza a grandiosidade do cenário cósmico a fim de intensificar a percepção da pequenez e dos vícios humanos, gerando o risível. O estudo conclui que Luciano reconfigura o sublime, manifestando-o na própria suspensão existencial que o riso crítico provoca em Menipo, constatada a absurdidade do mundo a partir de uma perspectiva cósmica.
Palavras-chave: Luciano de Samósata; Icaromenipo; sublime; sátira; estética helenística.
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