Poesia camponesa e audiência urbana em Calpúrnio Sículo e Nemesiano
DOI:
https://doi.org/10.22409/hdd10p52Palavras-chave:
rusticitas, campesinato, poesia bucólicaResumo
Embora as comunidades rurais sejam um tópico importante nos estudos sobre a poesia bucólica latina, os pastores nesses poemas geralmente não são considerados camponeses. No entanto, há um contexto no qual a maioria dos personagens em Calpúrnio Sículo e Nemesiano pode ser vista como membros do campesinato romano. Nesses textos, os pastores são representados como socialmente inferiores aos outros tipos de poeta. Na Écloga IV de Calpúrnio Sículo, por exemplo, Córidon, apesar de sua condição, despreza o estilo poético rústico e quer ir a Roma obter a aprovação do imperador, fator considerado com frequência um indicativo da decadência da poesia rural. Além disso, na Écloga II de Nemesiano, Álcon menciona Títiro como modelo poético devido ao seu sucesso em Roma. Neste artigo, nosso objetivo é examinar o quanto é conflitante a imagem da comunidade retratada na poesia bucólica pós-virgiliana. Também pretendemos reavaliar a percepção de que uma decadência artística rural é delineada nesses poemas em vez de uma relação complexa entre os camponeses e a cidade.
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