Variação e mudança na forma do verbo existencial na fala da elite letrada da cidade do Rio de Janeiro: uma visão atual

Autores

  • Dante Lucchesi Universidade Federal Fluminense
  • Vera Castelló Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.22409/b8cmn747

Palavras-chave:

verbo existencial, mudança linguística, português brasileiro, norma culta, gramática normativa

Resumo

O artigo apresenta os resultados de uma análise variacionista da forma do verbo das orações existências, feita com base em uma amostra de fala informal composta por doze entrevistas de tipo sociolinguístico, realizadas no ano de 2023, com moradores da cidade do Rio de Janeiro com ao menos o curso superior completo, distribuídos por três faixas etária e pelos dois sexos. O cotejo do resultado geral da frequência das variantes com análises similares feitas sobre amostras do Projeto NURC do Rio de Janeiro, das décadas de 1970 e 1990, possibilitou visualizar um consistente processo de mudança, em um lapso temporal de cinquenta anos, que culmina com o uso do verbo ter existencial em um nível quase semicategórico. Esse processo de mudança está sendo liderado pelas mulheres, em função da posição que elas têm assumido na sociedade neste século, e é condicionado, na estrutura linguística, pela caracterização semântica e nível de referencialidade do argumento da oração existencial e pelo tempo do verbo.

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Publicado

2026-08-06

Como Citar

Variação e mudança na forma do verbo existencial na fala da elite letrada da cidade do Rio de Janeiro: uma visão atual. Cadernos de Letras da UFF, Brasil, v. 37, n. 72, 2026. DOI: 10.22409/b8cmn747. Disponível em: https://periodicos.uff.br/cadernosdeletras/article/view/70939. Acesso em: 13 ago. 2026.