PARA ALÉM DA METÁFORA
rumo a uma prática multiespécie encarnada, situada e desobediente
DOI:
https://doi.org/10.22409/5vfg3q25Abstract
Este artigo propõe uma crítica à estetização e despolitização do enfoque multiespécie nas ciências sociais, na arte e na produção acadêmica. Partindo de uma perspectiva situada e anticolonial, o texto analisa os riscos de transformar o multiespécie em uma categoria inofensiva, desconectada das violências estruturais que marcam as relações entre humanos e não humanos. Metodologicamente, combina revisão teórica com análise crítica de experiências concretas, explorando temas como fricções, alianças táticas, resistência animal e práticas de coabitação situada. O argumento central sustenta que uma ética multiespécie transformadora exige práticas encarnadas e politizadas, que confrontem o especismo estrutural, o colonialismo e o capitalismo. O artigo conclui defendendo a urgência de um compromisso ético e material com formas insurgentes de convivência mais-que-humana.
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