NARCOGARIMPO E (IN)SEGURANÇA NA AMAZÔNIA

militarização, crime organizado e resistências indígenas na terra indígena yanomami

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22409/x1c6m144

Resumen

O presente artigo analisa o fenômeno do narcogarimpo na Terra Indígena Yanomami (TIY), compreendido como a articulação entre o garimpo ilegal e o narcotráfico, com forte presença de facções criminosas. A pesquisa investiga em que medida as políticas de segurança baseadas na militarização contribuem para a reprodução dessas dinâmicas, à luz da teoria crítica de segurança de Paul Amar. Metodologicamente, trata-se de um estudo qualitativo, de caráter exploratório e analítico, fundamentado em revisão bibliográfica e análise documental de relatórios institucionais e produções de organizações indígenas. Os resultados indicam que a abordagem estatal centrada na repressão não apenas falha em conter o narcogarimpo, como também aprofunda desigualdades e vulnerabilidades, especialmente entre populações indígenas e migrantes. Em contraposição, o artigo destaca a relevância das epistemologias indígenas, que concebem a segurança de forma integrada à vida, ao território e à cosmologia. Conclui-se que o enfrentamento do narcogarimpo exige políticas públicas estruturais que articulem justiça social, proteção ambiental e respeito à autonomia dos povos originários, superando a lógica militarizada de segurança. 

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Biografía del autor/a

  • Gabriel Pedro Moreira Damasceno, Universidade Federal de Roraima (UFRR)

    Professor do Curso de Relações Internacionais da UFRR. Professor do Programa de Pós-graduação em Recursos Naturais - PRONAT da UFRR. Pós-doutor em Direito pela UFU, com bolsa CAPES, no âmbito do Programa Emergencial de Prevenção e Enfrentamento de Desastres Relacionados a Emergências Climáticas, Eventos Extremos e Acidentes Ambientais. Doutor em Direito Público pela UNISINOS, com bolsa CAPES. Mestre em Direito pela UFMG, com bolsa CAPES, e Mestrando em Antropologia Social pela UFRR. Especialista em Direito Internacional pelo CEDIN e em Direito Comercial e Legislação Empresarial pela Faculdade Metropolitana. Co-líder do Grupo de Estudos e Pesquisa em Direito Internacional Crítico - DICRÍ/UFRGS e do Grupo de Pesquisa Direito e Política Internacional no Quarto Mundo - DPIQ/UFRR. Coordenador do Laboratório de Diplomacias Indígenas (LADI/UFRR). Coordenador Geral do Centro de Monitoramento e Proteção Territorial da Terra Indígena Yanomami (CPTY/UFRR).

  • Nickolas Gomes de Sá Oliveira, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio

    Doutor em Relações Internacionais pelo IRI PUC-Rio. Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade da Amazônia (2018) e mestre em Relações Internacionais pela UNILA (2022). Atua principalmente nos seguintes temas: gênero e sexualidade nas Relações Internacionais, abordagens psicanalíticas em Relações Internacionais, teoria queer das Relações Internacionais

  • Camille Gomes da Silva, Universidade Federal de Roraima (UFRR)

    Graduada em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Roraima (2026). Atualmente mestranda no Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Fronteiras (PPGSOF/UFRR), desenvolvendo pesquisas na linha de territorialidades indígenas, com enfoque nas dinâmicas do narcogarimpo na Terra Indígena Yanomami. Os interesses acadêmicos concentram-se em segurança, territorialidade, crime organizado, povos indígenas e fronteiras amazônicas.

Publicado

2026-10-02

Cómo citar

NARCOGARIMPO E (IN)SEGURANÇA NA AMAZÔNIA: militarização, crime organizado e resistências indígenas na terra indígena yanomami. Confluências | Revista Interdisciplinar de Sociologia e Direito, [S. l.], v. 28, n. 2, p. 78–96, 2026. DOI: 10.22409/x1c6m144. Disponível em: https://periodicos.uff.br/confluencias/article/view/71637. Acesso em: 13 oct. 2026.