OS LIMITES DA GEOGRAFIA HUMANISTA E DA NOVA GEOGRAFIA CULTURAL NA COMPREENSÃO DO SUJEITO

Elias Lopes de Lima

Resumo


O desembaraço acerca do objetivismo científico e das metanarrativas da modernidade por ocasião da crise do conhecimento em curso fez surgir discursos reclamando o sujeito e a subjetividade nos mais variados campos científicos, muitas vezes negligenciando o objeto a que necessariamente deveria estar implicado. O presente texto tem por objetivo problematizar algumas limitações da geografia humanista e da nova geografia cultural no que se refere à assumida preocupação de significativa parte desses estudos em compreender um sujeito implicado em seus respectivos edifícios de significação. Reclamando novas linhas de abordagens, seus interesses não convergem, na maior parte dos casos, para o objeto enquanto um princípio científico fundamental, atitude esta manifesta na indisposição de reiterar metanarrativas e leis universais: estariam mais interessados em explorar as dimensões estéticas, iconográficas e/ou afetiva em suas análises. Não é raro, contudo, que esta postura comprometa a caracterização do fenômeno em apreço (qualquer que seja) enquanto fenômeno geográfico, se não do próprio sujeito na qualidade de agente criativo e produtor do espaço. Na falta de um expediente metodológico que não restrinja suas abordagens à mera descrição, seus entusiastas recorrem, dentre outras fontes, à fenomenologia, inclinando-se, assim, para uma abstratividade sem paralelo no campo da geografia.


Palavras-chave


sujeito, objeto, geografia humanista, geografia cultural, espaço.

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