Tramando políticas do narrar
pistas ético-estéticas para pesquisas especulativas
DOI:
https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.67191Palavras-chave:
narrativas, especulativo, ético-estético-político, ficção, coletivoResumo
O presente artigo apresenta uma definição do narrar e seu gesto que ultrapassa os esquadros do verbo e do humano, delimitando os conceitos de políticas narrativas e ecossistemas narrativos, nos/pelos quais (des)constituímos nossas territorialidades existenciais. Desde tal imanência entre narrar e viver se evidencia, então, o caráter inerentemente político da constituição de narrativas ao tramarem nossas modulações coletivas de afetações. A partir de tal perspectiva, o artigo define e afirma uma posicionalidade ético-estético-política especulativo-ficcional do narrar, apresentando pistas para orientar estas experimentações no campo das pesquisas acadêmicas.
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