Cães-guias como mediadores estéticos
reconfigurações dos modos de fazer e pensar a cultura do acesso
DOI:
https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.67341Palavras-chave:
mediação, acessibilidade estética, cão-guiaResumo
Partindo da relação mulher-cega-com-cão-guia, o artigo discute o trabalho do cão-guia como um agente que promove a mediação estética por meio de afetações experimentadas diante de obras de arte, como uma peça de teatro ou uma escultura. O argumento central é o de que a mediação não se define como uma ponte, mas como uma prática que se faz no meio de muitos. Por essa via, o trabalho do cão-guia como mediador desloca e coloca em xeque sentidos hegemônicos do que seja guiar, mediar e promover acessibilidade, apontando para reconfigurações nos modos de fazer e pensar a cultura do acesso. Com uma escrita situada, que toma como direção metodológica o uso de narrativas, o texto conclui que a acessibilidade estética não se resume a uma soma de informações. Mas é um processo que se ativa como experimentação entre cão-guia, humanos, obras de arte.
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