L'Asilo de Meninos Desvalidos de Rio de Janeiro (1875-1889) : un établissement d'aide sociale ?
DOI :
https://doi.org/10.15175/ks5kw183Mots-clés :
Asilo de Meninos Desvalidos, assistance à l’enfance , éducation par le travail , Brésil impérial , loi sur la liberté de naissanceRésumé
Cet article s’intéresse au concept d’aide à l’enfance dans la seconde moitié du XIXe siècle, en prenant pour objet l’Asilo de Meninos Desvalidos, inauguré à Rio de Janeiro en 1875, quelques années après la loi sur la liberté de naissance. La recherche s’appuie sur l’analyse de sources primaires conservées aux Archives nationales — notamment la correspondance échangée entre la direction de l’asile et le ministère de l’Empire, ainsi que les fiches d’admission et de sortie des pensionnaires —, mises en parallèle avec la législation de l’époque et les rapports annuels de l’institution, en lien avec les études spécialisées sur l’Asile, l’histoire sociale de l’enfance abandonnée au Brésil et l’historiographie du Second Empire. Trois arguments sont avancés. Premièrement, que l’intervalle de vingt ans entre la conception de l’institution (1854) et son inauguration effective ne s’explique que par le contexte politico-économique spécifique dans lequel l’Asile a vu le jour, marqué par la crise de l’Empire et par les réformes inégales du cabinet Rio Branco. Deuxièmement, que l’assistance pratiquée à l’Asile reposait sur une logique utilitariste de correction et d’éducation par le travail, occupant une place spécifique au sein d’un réseau institutionnel plus large de classification des enfants pauvres. Troisièmement, que cette logique était réaffirmée malgré la résistance des familles à l’enseignement obligatoire des métiers manuels, par le biais de l’expulsion systématique des pensionnaires jugés inaptes. On peut donc en conclure que l’Asile fonctionnait moins comme une institution d’assistance caritative que comme une institution de formation d’une main-d’œuvre libre à la Cour impériale.
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