The patrimonialization of traditional midwifery in Brazil: a case of social reparation and epistemic decolonization in the scenario of disputed heritage

Authors

DOI:

https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v58.i2.a69740

Keywords:

Intangible cultural heritage, Traditional midwife, Social reparation, Epistemicide, Heritage in dispute.

Abstract

This article analyzes the process of heritage recognition of the traditional midwifery by the National Institute of Historical and Artistic Heritage. The path to this end is marked by disagreements and argumentative rearticulations, beginning with the decision of the Sectoral Chamber of Intangible Heritage to reject the request. The justification for the initial refusal was the “great interface with the area of public health and medical practices” and the concern with the regulation of traditional midwifery. The original narrative of the proponents—which emphasized the fragility of the craft due to the risk of disappearance and the vulnerability of its holders—was confronted by council members who considered the practice obsolete and potentially harmful to public health. The argumentative rearticulation, driven by political provocation and present in technical analyses, focused on the need to recognize the coexistence of different views on health, representing a resistance to the coloniality of birth from a biomedical perspective. The research that supported the conclusion of the administrative process and enabled its inclusion in the list of national intangible heritage incorporated midwives protagonism, defining the craft by valuing an episteme based on symbiosis, integral care, and godparent relationships. The final argument defends patrimonialization due to the urgency of safeguarding measures and as an opportunity for social reparation in the face of epistemicide and historical delegitimization of these feminine, especially Afro-Indigenous, knowledge and practices. By legitimizing feminine skills and non-white cultural matrices, the process unveils epistemic conflicts and hierarchies of knowledge, positioning heritage as a path to the promotion of rights and incorporating health, care and well-being. The process is an example of an opportunity to enrich the idea of heritage, representing a necessary attempt at epistemic decolonization, for which the involvement and participation of the holders of this knowledge is paramount.

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Author Biographies

  • Elaine Müller, Universidade Federal de Pernambuco

    Professora Associada do Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco. Doutora em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco.

  • Júlia Morim, Universidade Federal de Pernambuco

    Doutoranda em Antropologia na Universidade Federal de Pernambuco. Mestra em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco.

  • Hugo Menezes Neto, Universidade Federal de Pernambuco

    Professor Associado do Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco. Doutor em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

  • Marina Maria Teixeira da Silva, Universidade Federal de Pernambuco

    Secretária Executiva na Universidade Federal de Pernambuco. Mestra em Direitos Humanos pela Universidade Federal de Pernambuco.

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Published

2026-08-01

Issue

Section

Thematic Dossier

How to Cite

The patrimonialization of traditional midwifery in Brazil: a case of social reparation and epistemic decolonization in the scenario of disputed heritage. (2026). Antropolítica - Revista Contemporânea De Antropologia, 58(2). https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v58.i2.a69740