Globalização , fragmentação e desigualdade sócioespacial no urbano brasileiro contemporaneo: algumas notas

Glauco Bienenstein

Resumo


Neste trabalho, argumenta-se que o atual modo de desenvolvimento capitalista - orientado por um padrão de acumulação, cuja lógica expansiva predominantemente seletiva (somente alguns setores da economia)e excludente (apenas alguns segmentos sociaisnela se inscrevem) — tem determinado um padrão deprodução e de gestão do espaço urbano também seletivo e excludente. Desse modo, o urbano brasileiro tem sido marcado, dentre outros aspectos, pelo incremento da fragmentação e desigualdade sócioespaciais.Tais características têm se conformado através de uma problemática articulação de parcelas do espaço, aqui denominadas cidadelas, representadas, de um lado, pelas zonas de carência e miséria e, de outro, pelas ricas e luxuosas áreas condominiais de natureza diversa(residenciais, de trabalho, de consumo e de lazer). Tal configuração, ao materializar novas escalas espaciais, tem promovido profundas alterações na estrutura das grandes cidades, podendo ser reconhecida como aespacializnção das contradições ontologicamente fundadas do capitalismo atual.

Palavras-chave


Acumulação (de capital); Cidade; Desigualdade; Fragmentação

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DOI: https://doi.org/10.22409/conflu2i1.p241

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