CONSTITUCIONALISMO, PROCESSO CIVILIZADOR TRIBUTÁRIO E A LIBERAÇÃO DA MORAL ELISIVA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/2ff1q705

Resumo

O artigo revisa o elo entre constitucionalismo e a gênese do monopólio da tributação a partir da teoria do processo civilizador de Norbert Elias. Construindo o conceito de processo civilizador tributário, analisa o julgamento da ADI 2446 no Supremo Tribunal Federal (STF) como um marco nesse processo. O objetivo é compreender, a partir da crítica de Ingeborg Maus, como o STF funcionou naquele julgamento como espécie censor moral da diversificação dos princípios do direito tributário, delimitando seu campo constitucional exclusivamente pelo princípio da legalidade. Questiona, para além do paradigma analítico-positivista, se os fundamentos da decisão que reconheceu a constitucionalidade da norma geral antielisão, objeto do julgamento, significou, paradoxalmente, o bloqueio de uma cidadania fiscal e a expressão da mentalidade elisiva de uma parte da sociedade.

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Biografia do Autor

  • Pablo Pedrosa, Universidade Federal do Piauí (UFPI)

    Mestrando em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Mestre em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB), Especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É Procurador da Fazenda Nacional.

  • Deborah Dettmam , Universidade Federal do Piauí (UFPI)

    Professora Associada de Direito da Universidade Federal do Piauí e do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Graduação em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Mestrado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Doutora em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Foi visiting scholar na University of Utah (2016)

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Publicado

2026-08-08

Como Citar

CONSTITUCIONALISMO, PROCESSO CIVILIZADOR TRIBUTÁRIO E A LIBERAÇÃO DA MORAL ELISIVA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Confluências | Revista Interdisciplinar de Sociologia e Direito, [S. l.], v. 28, n. 1, p. 167–191, 2026. DOI: 10.22409/2ff1q705. Disponível em: https://periodicos.uff.br/confluencias/article/view/68472. Acesso em: 13 ago. 2026.