DEFICIÊNCIA, RAÇA E ACESSO AO ENSINO SUPERIOR
narrativas de (sobre)vivências na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
DOI:
https://doi.org/10.22409/z0xda433Resumo
O presente trabalho explora as (sobre)vivências (Luiz, 2013) e as políticas públicas de acesso ao ensino superior, com atenção especial nas experiências de estudantes cotistas da Universidade Federal de Santa Catarina. Apesar das legislações brasileiras avançadas, como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, a Lei de Cotas e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, além de políticas de permanência estudantil, o ambiente universitário é atravessado pela corponormatividade e pelo capacitismo. A pesquisa baseia-se em narrativas de estudantes e análise documental, utilizando perspectivas críticas como Estudos Feministas da Deficiência, Decoloniais e de Raça, para analisar as dinâmicas de “exclusão includente” e a intersecção entre racismo e capacitismo. As narrativas evidenciam a ineficácia das políticas de permanência, revelando a fadiga de acesso e a ausência de cuidado institucional. Propõe a ética relacional do cuidado e a Justiça Defiça como caminhos para a participação plena, buscando a acessibilidade libertadora. Dessa forma, conclui-se que a inclusão efetiva exige um compromisso ético-relacional que vá além da legislação, promovendo uma cultura que valorize a diversidade e as especificidades das experiências, visando a emancipação coletiva e uma educação superior inclusiva e antidiscriminatória.
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