Entrevista do Grupo PIPAS pela Pro-reitoria da UFF
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A Revista de Pedagogia Social (RPS) nasce do projeto PIPAS-UFF: Grupo de ensino, Pesquisa e Extensão em Pedagogia Social. Trabalhamos na formação inicial e permanente de educadores sociais, ao buscarmos compreender os conteúdos necessários à prática educativa na atualidade. Iniciamos nosso trabalho em escolas das redes municipais e estaduais do Rio de Janeiro, em especial as de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, Niterói, Itaboraí e São Gonçalo; observando seus textos e contextos, limites e possibilidades, teorias e práticas, trabalhamos ainda com seus atores, questões, desafios e formação; em seguida ampliamos o trabalho para as comunidades e instituições de amparo à criança e ao jovem em situação de vulnerabilidade. Compreendemos por vulnerabilidade situações, momentâneas ou não, de sofrência humana, de exclusão e de privação de direitos. Trabalhamos com crianças, jovens, suas famílias, comunidades e instituições onde estejam inseridas, que estejam abaixo da linha da pobreza. Educação e pobreza passam a ser um matiz necessário ao nosso trabalho. Trata-se de uma parcela da população Brasileira crescente de forma veloz, que bate a porta das Universidades em busca de reconhecimento, orientação e formação de profissionais para com ela lidarem. Compreendemos ser URGENTE, a responsabilidade das universidades Brasileiras, para com essa parcela da sociedade Brasileira. Hoje, no Brasil e no mundo, torna-se imprescindível a formação de educadores com opção pela Pedagogia Social. Ela compreende a educação para além da escola e, por esse motivo, ocupa-se da formação de múltiplos profissionais cujas ações são voltadas para a ação social.
Trabalhamos para a inclusão dos excluídos, para o exercício de prática mais fraternas, solidárias e humanas; no trato com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.
Queremos, a RPS, seja um espaço de produção e de troca, de conhecimento e saberes, contribui para a formação de educadores sociais, oferecendo materiais para reflexões pedagógicas, políticas e sociais, que inspirem um fazer educacional pautado na emancipação humana. Hoje é possível afirmar ser a Pedagogia Social é a mãe das demais pedagogias a nos exortar à superação.
Desejamos uma navegação proveitosa para todos.
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EDITORIAL RPS XXI
Aqui estamos com a alegria da realização de mais um sonho sob os auspícios da
Pedagogia Social. Trata-se do volume XXI da Revista de Pedagogia Social da
Universidade Federal Fluminense (UFF): Vivências e Experiências da Pedagogia
Social no X Congresso Internacional de Direitos Humanos de Coimbra (CIDH). O
congresso ocorreu nos dias 14,15 e 16 de outubro de 2025 e, dos dez anos de evento,
os acompanhamos em cinco. Celebrar uma década da realização de um movimento
em prol dos Direitos Humanos, significa, antes de mais nada, estar alerta aos apelos
de uma sociedade flagelada pela falta do cumprimento destes mesmos direitos, mas
também significa o surgimento de novas fronteiras a serem perseguidas, novos
sonhos a serem realizados, assim como, o pleno exercício da utopia. Sim, somos
humanistas e perseguimos ferrenhamente, a realização da humanidade em nós!
Ao longo de duas décadas e meia de pesquisa na área da Pedagogia Social, fomos
aprendendo com as nossas pesquisas sobre a necessidade de construir a percepção
dessa pedagogia como um Direito Humano inalienável e, como tal, necessária a todos
e, em especial, aos vulneráveis, àqueles que embora com muita luta entrem para a
escola e lá se mantêm com dificuldades, dificilmente dela conseguem sair com
relativo sucesso, fato que reverbera na vida cotidiana, na família e na sociedade. Até
quando o sistema se alimentará da morte das pessoas? Aqui nos referimos às
múltiplas e complexas formas de morte, sejam elas físicas, mentais, intelectuais... Até
quando?
Compreendemos a educação como subversiva. Ela é sim capaz de subverter a
“ordem natural” do jogo social e tornar os ditos impossíveis em possíveis. Dentro
dessa educação existe a pedagogia e, dentro dessa pedagogia, existe a Pedagogia
Social, forte, potente, irreverente, transgressora, capaz de subverter a tal ordem
estipulada pelos poderosos...É uma partilha generosa de vida advinda da indignação
com o atual estado de coisas. Como não fazer algo tão incrível? É exatamente por
este motivo que o presente número contará com as produções de potentes
intelectuais brasileiros e europeus que se reuniram no Simpósio 134: Pedagogia
Social como um Direito Humano, por mim coordenado, trazendo profícuas reflexões
de ordem teórico-prática.
Excelente leitura!
● Margareth Martins de Araújo
● Editora Executiva