Os diversos “Pedros” que habitam as cidades: violência, cotidiano e experiência urbana em Contos de Pedro e Passageiro do fim do dia, de Rubens Figueiredo

Carolina Montebelo Barcelos

Resumo


Pedro é nome de personagens em diversas obras da literatura brasileira, como Capitães de Areia, de Jorge Amado, e Lira Paulistana, de Mário de Andrade. Em comum, esses Pedros têm a origem em uma classe social pobre e trabalhadora. O professor, tradutor e escritor Rubens Figueiredo também dedicou boa parte de sua obra ficcional à retratação do cotidiano das vítimas da injustiça e exclusão social, principalmente nas áreas urbanas e suas periferias. Portanto, o objetivo deste artigo é examinar os modos pelos quais a violência, seja ela de caráter físico ou oriunda da desigualdade social, é representada em Contos de Pedro, de 2006, e Passageiro do fim do dia, publicado em 2010. Críticos e teóricos como Beatriz Resende e Karl Erik Schollhammer veem uma heterogeneidade na literatura brasileira contemporânea e, dentre suas diversas características, a urgência em se relacionar com a realidade histórica pode ser percebida nos contos e romance analisados aqui, haja vista a necessidade que Rubens Figueiredo mostra ao abordar a realidade social e urbana. Seja através da perspectiva do Pedro de Passageiro do fim do dia, ou do olhar onisciente dos narradores dos Contos de Pedro, estamos diante de jovens e adultos, mulheres e homens, cuja exclusão social pode ser percebida por meio de temas como solidão, educação e escola, violência e desilusão. É através do cotidiano de vida e trabalho precários dos Pedros dos contos, ou da perspectiva experienciada por Pedro no romance, que o autor, tal como Chico Buarque na música Pedro Pedreiro, denuncia a opressão da classe trabalhadora brasileira.


Palavras-chave


Literatura brasileira; Violência, Experiência urbana; Rubens Figueiredo

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v10i18.40255

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