Representantes de la cultura en la Asamblea Nacional Constituyente (1987-1988)
¿qué concepto de cultura defendían?
DOI:
https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v16i30.64620Palabras clave:
Asamblea Nacional Constituyente 1987-1988, Constitución brasileña de 1988, cultura, historia de los conceptosResumen
El artículo examina el concepto de cultura que orientó las discusiones de la Subcomisión de Educación, Cultura y Deportes de la Asamblea Nacional Constituyente (1987–1988). A partir del análisis de las actas de las audiencias públicas con representantes del sector y de las intervenciones del entonces ministro de Cultura, Celso Furtado, se busca comprender de qué modo el sector cultural pudo haber contribuido a la formulación constitucional de la cultura y qué sentidos prevalecieron en ese proceso. El examen del material documental permite identificar la predominancia de una concepción antropológica de la cultura, orientada a la valorización de la diversidad cultural de la sociedad brasileña y asociada a una crítica explícita a las prácticas de censura y de tutela estatal, conformando, como se busca demostrar, una concepción en la que la cultura se entiende como un derecho – expresión plural de la “sociedad civil” y de su valorización. Al enfatizar esta afinidad discursiva, el artículo contribuye a comprender cómo la cultura fue concebida, en el proceso constituyente, como un campo de mediación entre el Estado y la sociedad, en el cual la defensa de la diversidad y de la libertad de creación se articuló con un esfuerzo por redefinir los límites de la intervención estatal en la vida pública.
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