Narrar con Mujeres
una invitación a otras prácticas ético-estéticas-políticas de investigación
DOI:
https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.66775Palabras clave:
Violencias de género, Narrativas, Metodologías de Investigación, Feminismos.Resumen
El presente artículo surge de inquietudes provocadas por la investigación con mujeres en situaciones de violencias de género, teniendo como telón de fondo encuentros grupales en un ambulatorio universitario especializado. Se emprende una trayectoria que asume una indisociabilidad entre estética y política, contenido y forma, para convocar un proyecto ético-estético-político que se contrapone a los ideales de la neutralidad científica y a la violencia de la objetificación de quienes coexisten en los procesos de construcción de una investigación. Partiremos, pues, de un esfuerzo crítico-analítico y experimental-ensayístico situado y parcial, a partir del cual exploraremos otras formas de producción académica. En específico, se apostará por la narración de historias como una de las posibles herramientas que permite materializar, por medio del lenguaje creativo, la vibración de la violencia en los cuerpos de las mujeres y, especialmente, en nuestro cuerpo que investiga y escucha. Esto puesto, se plantea una invitación para idealizar la producción de conocimientos que intenten dar contorno y existencialización a los procesos de construcción y destrucción que allí son acompañados, de forma a facilitar la emergencia de mundos pautados en la multiplicidad y dignidad de las formas de vida de las mujeres.
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