Performatividade de gênero em filmes de princesas da Disney
padrões sócio-históricos de feminilidade e possíveis rupturas
DOI:
https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v16i30.65384Palavras-chave:
princesas, Disney, animações infantis, performatividade de gêneroResumo
Este artigo tem como principal objetivo analisar como se configura a performatividade do gênero feminino a partir da construção das princesas protagonistas de animações infantis da The Walt Disney Company. A partir da escolha de quinze filmes e, em diálogo com a pesquisa realizada por Machida e Mendonça, as personagens foram divididas em três grupos, sendo eles: exemplares (Cinderela, Branca de Neve e Aurora), rebeldes (Ariel, Bela, Pocahontas, Jasmine e Mulan) e autônomas (Tiana, Rapunzel, Merida, Anna, Elsa, Moana Raya e Mirabel). Tal categorização auxilia na produção de análises que, a partir das considerações de Butler, avaliam as condições sociais, históricas e narrativas para a reprodução ou questionamento das normas e padrões que orientam a performatividade de gênero. Nossa intenção é explicitar alguns padrões de feminilidade; identificar performatividades de gênero indicadas nas representações das princesas, verificar em que medida algumas delas fraturam normas já instituídas; e identificar características do momento sócio-histórico de produção dessas personagens, relacionando-as com reflexões de teóricas do feminismo, como Nancy Fraser.
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