Timor Leste dez anos depois da independência: entrevista com José Ramos Horta, presidente da República Democrática do Timor-Leste

Cristina Buarque

Resumo


Cheguei ao Timor Leste, em julho de 2009, para investigar estratégias locais para lidar com o trauma social das graves violações de direitos cometidas no passado recente. Há pouco mais de dez anos, em 1999, a ONU organizou referendo que fez do Timor a nação mais jovem do mundo. Naquela altura, 78% dos timorenses votaram pela independência com relação à Indonésia. O país vizinho ocupou a região, em 1975, após turbulento período de guerra civil e descolonização portuguesa, com uma retórica de prevenção à ameaça comunista. A escolha massiva pela autonomia não permaneceu, contudo, sem contraste. A mesma ocasião marcou também um dos maiores episódios de violência da história do país. Estima-se que 250 mil timorenses tenham sido deslocados à força para a zona ocidental da ilha, centenas de civis assassinados e 80% da infra-estrutura nacional incendiada por milícias indonésias que reagiram ao resultado da consulta popular. Foi este o corolário de um tempo de dominação extremamente violento.

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Timor Leste

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