Lenine, ou de como o estado (não) se desfaz

Diogo Pires Aurélio

Resumo


Este artigo trata da teoria revolucionária de Lenine, sobretudo a partir da obra O Estado e a Revolução, marcada pela tensão entre realismo e utopia. Nela, o líder bolchevique aponta a atualidade e a “oportunidade” da revolução, a despeito da incerteza e do risco que lhes são inerentes. Feita estável e constante pelo partido, a insurreição deverá contornar todo improviso e espontaneísmo. A dúvida maior reside, contudo, no que fazer depois da vitória. À diferença do que a teoria afirma, o estado não se extinguiu. O anunciado processo de auto-extinção revelou-se tão-só uma ideologia, como tantas outras, a alimentar a sua continuidade.

Palavras-chave


Lenin, Estado, revolução, realismo, utopia, ideologia

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