Interpretando a Modernização Conservadora: A Imaginação Sociológica Brasileira em Tempos Difíceis

Fernando Perlatto

Resumo


Uma das principais características da imaginação sociológica brasileira tem sido sua forte inscrição pública, evidenciada pelo esforço em inquirir historicamente aspectos relacionados à modernização do país. Entre as décadas de 1960 e 1970, no contexto da ditadura militar, os sociólogos brasileiros se empenharam nessa tarefa de interpretar o Brasil, destacando aspectos contraditórios da modernização conservadora do país. O objetivo deste artigo é analisar alguns estudos sociológicos produzidos nesse contexto que buscaram compreender as principais características e os desdobramentos da modernização conservadora no Brasil, a partir de diferentes perspectivas, dando destaque especial a quatro obras, a saber: Capitalismo Dependente e Classes Sociais na América Latina (Florestan Fernandes, 1973), Liberalismo e Sindicato no Brasil (Luiz Werneck Vianna, 1976), Espoliação Urbana (Lucio Kowarick, 1979), e A Embalagem do Sistema (Maria Arminda do Nascimento Arruda [1979], 1985). Cada um desses trabalhos será relacionado a outras obras que abordaram temáticas afins e mobilizado como um exemplar de determinadas abordagens que dominaram a imaginação sociológica nos tempos difíceis da repressão e da abertura democrática.

Palavras-chave


imaginação sociológica brasileira; ditadura; modernização conservadora

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