Nosso Norte é o Sul: A Cooperação Internacional para o Desenvolvimento no Âmbito da Lusofonia

Mayra Goulart, Patrícia Rangel

Resumo


A hipótese central da pesquisa aqui apresentada, no tocante às iniciativas de cooperação para com os países em desenvolvimento, em especial os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palops), implica no reconhecimento de que, embora sua origem corresponda a um processo anterior, é a partir da ascensão eleitoral do Partido dos Trabalhadores que elas assumem uma nova intensidade, cuja dimensão permite concebê-las na chave de uma ruptura. O propósito de compreender as transformações na política externa brasileira como uma mudança de paradigma, configura, pois, uma abordagem para a compreensão do movimento de aproximação para com os países em desenvolvimento que não seja refém da dicotomia pragmatismo versus ideologia. Para fundamentar tal argumento, este artigo foi dividido em três seções. Em um primeiro momento, desenvolveremos algumas reflexões sobre as ideias de modernização, desenvolvimento e interesse nacional, relacionando-as à constituição das tradições de política externa brasileira ao longo do séc. XX. Na segunda seção, por sua vez, tratar-se-á do conceito de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, abordando sua gênese histórica e principais implicações. Em seguida, será analisado o caso brasileiro, abordando iniciativas de cooperação e parceria em favor do estreitamento das relações com os países do Sul Global. Nesta medida, tendo como pano de fundo as mudanças políticas transcorridas no início do século XXI na América do Sul, serão apresentadas as noções de Diplomacia Solidária e Pragmatismo Responsável, enquanto diretrizes que estruturam uma nova abordagem no âmbito da Política Externa Brasileira. Por fim, como um desdobramento dessa nova perspectiva, na última seção, serão apresentados alguns resultados das dinâmicas de parceria estabelecidas entre o Brasil e os países lusófonos do Sul Global.

Palavras-chave


Política Externa; Cooperação Internacional para o Desenvolvimento; Lusofonia; Palops.

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DOI: https://doi.org/10.22409/rep.v5i10.38911

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