FRAUDE ÀS COTAS ELEITORAIS DE GÊNERO
um obstáculo para a democracia substantiva
DOI :
https://doi.org/10.22409/hrqthd74Résumé
A violência política de gênero tem sido compreendida como o impedimento da entrada ou permanência das mulheres na esfera política, apresentando, assim, grande potencial para fragilização da legitimidade democrática, na medida em que pode ferir os princípios constitucionais da igualdade, cidadania e pluralismo político. Dessa forma, a fraude às cotas eleitorais de gênero pode se configurar como uma violência contra a mulher, pois dificulta o alcance da paridade de representação política. A presente pesquisa buscou compreender como o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) tem julgado os casos de fraude às referidas cotas, por meio do levantamento da jurisprudência e da comparação com o entendimento mais recente, assentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apoiando-se na metodologia de nível descritivo, de caráter empírico e abordagem documental, com a formação do seu corpus a partir dos dados da jurisprudência, verificou-se que o TRE-RN considerou nenhum caso de fraude, submetido a seu julgamento, como procedente e não se alinhou com o leading case mais recente formado pelo TSE em parte das decisões. Portanto, conclui-se que a ação afirmativa das cotas eleitorais, descrita no plano normativo, é insuficiente para modificar o cenário de sub-representação feminina na política.
Téléchargements
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Luciano Athayde Chaves, Giovana Costa Leiros Dias 2026

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d’Utilisation Commerciale 4.0 International.
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. Têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. Possuem permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.




