Rastros de uma política: as reações parlamentares a três chacinas ocorridas no Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.22409/3byea735Abstract
O artigo trata das intervenções em plenário de parlamentares da ALERJ vinculados à direita do espectro político, quando da ocorrência de três operações policiais envolvendo elevado número de vítimas letais e com sinais evidentes de uso excessivo da força. Todas ocorridas na vigência da décima segunda legislatura (2019/2022), essas operações policiais foram objeto de debates e ampla cobertura midiática. Os discursos parlamentares sobre elas foram coletados no site da Alerj em uma busca que cobriu os trinta dias posteriores a suas respectivas ocorrências. Na análise, percebemos que esses discursos expressam o apoio de uma parcela do parlamento estadual às operações promovidas pelas forças policiais na abordagem da segurança pública, orientada pela égide da política de guerra contra o crime. A despeito do caráter supostamente excepcional dessas operações com elevados números de mortes, identificamos uma tendência à naturalização e normalização do uso de força como um modelo rotinizado de ação do Estado em áreas periféricas e favelas do Rio de Janeiro. Para a elaboração teórica de nossa análise lançamos mão do conceito de drama social, tal como elaborado por Victor Turner.
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