A MASSIFICAÇÃO DO CRÉDITO POPULAR, O ENDIVIDAMENTO DOS TRABALHADORES E A IDEOLOGIA DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA
DOI:
https://doi.org/10.22409/tn.23i52.67644Resumo
Este trabalho aborda o estreitamento da classe trabalhadora com as instituições financeiras, imposto pela classe burguesa no capitalismo contemporâneo, investigando o processo de financeirização das políticas sociais e, principalmente, da ampliação do crédito popular. A partir de um debate inicial sobre a autonomia relativa da financeirização no momento atual de acumulação capitalista, discute-se a noção de "bancarização", evidenciando a preocupação dos operadores de capital com a inclusão financeira de toda população, sobretudo, das camadas mais pobres. Então investiga-se a reconfiguração das políticas sociais sob autonomia relativa da esfera financeira, destacando o papel da massificação do crédito. Em um contexto de trabalho precarizado, investiga-se como o salário dos trabalhadores é corroído pelos juros, contribuindo para a valorização financeira, uma vez que o crédito se torna um imperativo para a classe trabalhadora conseguir se reproduzir, sendo necessário para suas necessidades basilares. Problematiza-se, então, como o avanço desta modalidade acarreta todo um cenário de endividamento das famílias produzindo um ciclo no qual os trabalhadores continuamente precisam estar inseridos no sistema financeiro para se reproduzir. A partir daí, discute-se como a educação financeira atua como uma ideologia cara ao capital, uma vez que contribui para a manutenção do sistema capitalista.
Palavras-chave: Educação financeira; financeirização; endividamento; classe trabalhadora; ideologia.
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